Gelza Rocha -"RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE"
"RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE"
Por Gelza Rocha

Por Gelza Rocha

O Caminho, a Verdade e a Vida.

“Religião não se discute”. Pessoalmente, concordo com esta afirmativa, por acreditar que cada pessoa deve seguir a crença que mais lhe satisfaz. Não é necessário discutir sobre a questão para afirmar nossa fé. Primordial é seguir os ensinamentos nos quais acreditamos, de modo que possamos sentir e demonstrar fielmente que a Religião que professamos é a verdadeira... Se outros desejarem abraçá-la, ótimo!
Não obstante este meu posicionamento, reconheço que, algumas vezes, as circunstâncias nos levam a opinar sobre o tema. É o que me acontece agora, depois de ler o texto do escritor Solha, onde ele compara os discursos platônicos com as mensagens de Jesus Cristo (personagem fictício em sua opinião), com o objetivo de provar (!) que Platão foi plagiado pelos evangelistas, os quais teriam “inventado” a figura do Cristo...
Eu acredito na existência de Jesus, e, muito embora não considere provável que tenha lido o filósofo citado, vamos admitir que o tenha feito, de modo a que eu possa dar sequência à esta explanação... Em assim sendo, as “provas”(frágeis do ponto de vista científico) apontariam tão só para o fato de Jesus ter sido leitor de Platão, e, evidentemente dariam grande suporte ao que está dito na Bíblia: que Jesus era muito inteligente, e ainda criança, já se pronunciava com sabedoria diante dos doutores, no Templo...
Causa-me espanto que ao final de suas “pesquisas” ao descobrir, segundo seu relato, ser Jesus leitor dos temas platônicos, Solha tenha sentido forte abalo! Não deveria sentir grande júbilo? Pois que, ao meu entendimento, ao aprimorar as sentenças positivas de Platão, transformando-as em mensagens de esperança, de perdão, de justiça, de ressurreição, Jesus legou um bem enorme à humanidade... Já se houvesse lido um Solha, quanta desilusão, quanta escuridão, quanta negação, quanto desespero!
E por qual razão os evangelistas haveriam de “inventar” um líder, colocando em sua boca os escritos platônicos? Testemunhas do Cristo não lhes faltaram. Na verdade, todos os evangelistas expressaram verdades vivenciadas por eles ou escritas com base no testemunho de outros.
O que pensará Solha de João Batista, Pedro, Paulo, que deram a vida em testemunho de Cristo? Seriam todos eles amalucados ou mentirosos?
Ao afirmar ser Jesus uma invenção dos evangelistas, Solha nos dá a impressão de pensar o mesmo de Pedro, João e Paulo... Teriam sido personagens fictícias de uma peça irreal, encenada em palco imaginário e assistida por uma platéia de milhares de “sonhadores” ou de alucinados sob o efeito de algum alucinógeno?
Para reflexão do incrédulo Solha: muitos destes personagens foram torturados e mortos por dar testemunho da existência de Jesus, e o foram a mando de reis e imperadores, cuja vida e atos estão devidamente registrados pela História. Será que tantos suportariam perseguições, torturas e a própria morte por causa de um personagem irreal, inventado? Não seria o mesmo que pensar como crível, que milhares de pessoas dessem sua vida por um Don Quixote, um Zorro, ou por outros líderes heróicos, defensores da justiça e da verdade, inventados por inteligentes escritores e perpetuados em livros famosos?
Quando leio ou escuto temas que desejam provar a não existência de Cristo, o homem, ou negar a sua divindade, pergunto-me porque essas pessoas sentem tanta necessidade de assim proceder... Por que tanta aversão à existência de um ser humano (ainda que não o creiam divino) tão generoso, tão puro, que trouxe luz à humanidade com palavras de sabedoria, de esperança, de conforto, de paz?
ELE disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...”
E, também, permitiu o livre arbítrio...

 


 

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