Gelza Rocha -Dia de Índio, de Roberto Carlos e de todo mundo
Dia de Índio, de Roberto Carlos e de todo mundo
Por Gelza Rocha

Por Gelza Rocha

19 de Abril

Todos sabem que 19 de Abril é o Dia do Índio.
Com todo respeito ao homenageado, do qual, inclusive, sou descendente por parte da minha avó, não é para ele que vai meu pensamento nem os meus parabéns, nesta data. Um Rei, que atende pelo nome de Roberto Carlos, há décadas, é o agraciado.
Em tempos de atrocidades inimagináveis, onde, além dos horrores quase corriqueiros das guerras entre povos e nações, nos deparamos com atitudes diabólicas de seres humanos (!) matando, mutilando e comendo outro ser de sua espécie, devemos arejar nossa mente e nossas almas, crendo, firmemente, que o bem, a paz e a beleza existem no Homem. E não são poucos os exemplos.
Atenho-me na força e no carisma que emanam do compositor e cantor Roberto Carlos, para exemplificar o quanto ele personifica o antônimo da maldade humana. Ele é, reconhecidamente, uma pessoa boa, que, por certo, ajuda, anonimamente, pessoas e instituições. Mas, não é nessa bondade que me apoio para citá-lo neste escrito, pois esta é uma avaliação própria de Deus. Acosto-me sim, na ternura incomparável que transmite em suas canções, no olhar meigo, tanto mais meigo quanto maior a emoção do momento, na postura quase tímida, porém impecável na interpretação. Mas Roberto Carlos não é só isso...
Bem acima dessas características pessoais, eu o sinto na subjetividade, na magia, na essência, no encantamento que marcaram, não apenas um tempo, uma época, mas os sentimentos, as sensações de felicidade, o bem estar, o prazer de viver, de ser jovem, de amar, de se apaixonar... Um tipo de encantamento com a existência, um prazer consigo mesmo, que não consigo definir fielmente. Alguns consideravam esta “sensação de viver maravilhosamente” uma alienação, eram todos alienados, pessoas alheias aos males que corroíam a sociedade; gente sem diretriz, sem ideologia... Sob a visão deles, até podia ser verdade, mas, estes “alienados” estavam vivendo, talvez, os melhores anos de suas vidas! E isto, em nada, haveria de afetar, no futuro, uma análise crítica e o embate possível, diante dos graves problemas sociais que afligem a sociedade.
À frente da “Jovem Guarda”, o Rei Roberto Carlos irradiava uma luz tão forte que tal qual um imã, trazia para frente da TV, filhos, pais e até avós, nos lares brasileiros. Um fenômeno real, espontâneo, imensurável.
Ele tinha (e tem) o dom de levar os fãs não, especificamente, a amá-lo enquanto pessoa, homem; de fato, gerava um sentimento mais sublime, mais profundo... Com ele, sentia-se o quanto era bom amar o amor, se apaixonar pela vida, ver a alegria do mundo, priorizar o bem e não o mal do ser humano...
Roberto Carlos, por esta sensação que produziu nos nossos corações e mentes, fez (e espero que ainda o faça) o mundo menos cruel, as pessoas melhores, o amor mais bonito, a amizade mais leal, a vida mais encantadora, a paixão menos efêmera, as lágrimas mais doces, as dores menos sofridas, as alegrias mais celebradas, e, Deus mais perto de todos.
Parabéns Roberto Carlos. Dia 19 de Abril é o Dia de acreditar no ser humano.
 

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