Gelza Rocha - AQUELAS TARDES DE DOMINGO...
AQUELAS TARDES DE DOMINGO...
Por Gelza Rocha

Por Gelza Rocha

Gelza Rocha

 

 

Muitas pessoas da minha geração vivenciaram belas tardes de domingo, certamente guardadas no mais íntimo de cada uma delas. Em um banco de praça, numa matinê de cinema, em um passeio no parque, sob o sol de alguma praia...

Sem querer diminuir o valor dessas diferentes lembranças, ouso destacar as minhas tardes de domingo, armazenadas para sempre no fundo do meu coração: “aquelas tardes”, quando sentada em frente da televisão, escancarava o sorriso de alegria ao ver surgir a imagem, ainda em preto e branco, do insubstituível Rei da Jovem Guarda. Uma magia refletida no sorriso e no olhar de Roberto Carlos espalhava-se por todo o ambiente, como se ele, saindo da tela, viesse, em carne e osso, cantar para mim.

Novos ídolos, novos movimentos musicais, programas modernos... Porém, “aquelas tardes de domingo” teimam em se fazer únicas! O tempo passou, e cá estou eu, ainda a reverenciar aquelas tardes, aquele Rei, de quem não consigo me afastar, cada vez que o Natal se aproxima e a televisão anuncia o “Roberto Carlos Especial”.

E por que esse sentimento? Apenas pela pessoa física do cantor? Por causa do seu charme ou de sua meiguice no jeito de cantar? Definitivamente, não só por isso. Roberto Carlos, mais que qualquer outro fenômeno de massa, representa a aura de felicidade inerente à juventude. Olhar para ele, ouvi-lo, continua me trazendo as mesmas vibrações positivas daquela época: sonhar sem limites, ter esperanças no porvir, engendrar idéias fantásticas, amar o amor, amar a vida... Roberto Carlos representa a essência daquelas tardes de domingo despreocupadas e felizes. É a saudade gostosa da alegria da juventude! Ainda saudade, porque foram tempos maravilhosos! Não existe saudade do que foi ruim.

No dia 19 de abril próximo passado, Roberto fez aniversário. Meu presente para o Rei é um desejo muito especial: que todos da minha geração, de cabelos encanecidos iguais aos dele, possam, tal como eu, renovar no coração e na alma os mesmos sentimentos que brotavam naquelas tardes de domingo, emanadas de sua imagem mágica.

Aquelas tardes de domingo podem parecer distantes no tempo, mas, podem permanecer em nosso pensamento e coração, enquanto existirmos, porque o viver é sempre belo! E, portanto, é bom, é prazeroso que nos queimemos no fogo maravilhoso da vida. Por que? Porque a vida “é uma brasa, mora!”

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