Iremar Bronzeado -DESARMAMENTO E TOTALITARISMO
DESARMAMENTO E TOTALITARISMO
Por Iremar Bronzeado


DESARMAMENTO E TOTALITARISMO
Iremar Bronzeado (*)


Advertência: Reacendido o debate sobre o direito do cidadão portar armas para sua defesa pessoal, familiar e cívica, pretendemos com ele colaborar, publicando aqui uma série de artigos já publicados por ocasião da aprovação do Estatuto do Desarmamento e do plebiscito, mas que retomam atualidade pelo redespertar do momentoso problema. Espero não ferir a sensibilidade dos meus irmãos adversários nesta questão pela enfática agressividade do linguajar. É que os textos foram escritos no fragor de uma guerra justa em defesa da liberdade e do inalienável direito humano de defesa da vida e da busca da felicidade.

O nazifascismo não morreu com Hitler. Infelizmente! O desejo de dominar o mundo para moldá-lo ao arbítrio de sua vontade e conveniência é intrínseco à natureza de cada indivíduo e, quando encontra terreno fértil na esfera das coletividades, tende a prosperar, constituindo-se numa ameaça permanente à liberdade, esse lado luminoso e vivificante do divino animal racional chamado homem. Daí o acerto do conhecido slogan “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. O espírito nazista comporta-se como um vírus invasor, persistente e oportunista. A qualquer fraqueza na estrutura do tecido social segue-se o seu ataque pérfido e letal. Expulso do leste europeu o vírus liberticida instalou-se na América Latina, onde encontrou o caldo de cultura perfeito para o seu desenvolvimento: ignorância, analfabetismo, pobreza, violência. É o produto do caldeirão de maldades de nossa secular dominação patrimonialista, de oligarquias lubricamente corruptas e parasíticas, agora, de mãos dadas com a esquerda fasci-socialista, que as isenta de culpa, ao transferir o dolo de nossas mazelas para o FMI, a globalização, a ALCA e o “imperialismo americano”.
Os afetados pela febre totalitária – vemo-los por toda parte - têm os mesmos sintomas dos seguidores do führer alemão. São anti-liberais, anticapitalistas, antiamericanistas, antimercado, antiglobalização e, numa regressão aos despotismos antigos, defendem a total dominação do Estado sobre o cidadão, a economia e a produção. “Tudo ao Estado, nada fora do Estado”, dizia Mussolini, com o seu fascio em punho. Eles dão a isso o nome bomocista de “tudo pelo social”, “tudo pela paz”, “tudo pela vida”. Gancho troncho para querer tirar do cidadão o sagrado direito de possuir e portar armas de fogo, última e intransferível instância de sua defesa pessoal e cívica, e outorgar ao Estado, de forma absoluta, o monopólio da força, mesmo que ele seja corrupto, ineficiente e de tendência totalitária como o nosso. A proibição do porte, fabricação e comércio de armas de fogo é, com certeza, uma das estratégias traçadas pela “democracia” bolivarista do grande intelectual venezuelano, o estadista Hugo Chaves, para erigir na América Latina a barbárie nazicomunista, que não vingou nas oropa.
Há um forte odor de Terceiro Reich por trás da glamourosa propaganda pelo sim neste capcioso referendo, que não tem nada de democrático, (por que déspotas e ditadores gostam tanto de referendos e plebiscitos?). Também na Alemanha dos anos l930, durante a campanha pela ascensão de Hitler e de seu Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (que coincidência, hem?!) muitos artistas, filósofos, escritores e líderes religiosos (dizem que até o Papa Pio XII entrou nessa) foram aos meios de comunicação dar apoio às socializantes teses nazistas, todos convencidos de que estavam trabalhando pelo bem de seu país. Uns por dolosa ingenuidade, outros por terem estado submetidos às mentiras de Goebbels, que, de tão repetidas terminavam por parecer verdades, como teorizava este ministro da propaganda e presumível sucessor do Führer. Hoje não dá mais para se fazer de ingênuo e ignorar que, nas futuras “repúblicas bolivarianas”, serão suprimidos não só o direito portar armas, mas também o de expressar livremente seu pensamento, e o de exercer criticamente a cidadania, a cultura e a arte.
Que pese sobre as cabeças desses filistinos colaboradores do desarmamento o sangue dos justos que, no futuro, perecerão nos gulags e campos de concentração desta inditosa Latinoamérica.


iremarbronzeado@gmail.com
 

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