Iremar Bronzeado -ARMAS: VENCEU A BANDIDAGEM
ARMAS: VENCEU A BANDIDAGEM
Por Iremar Bronzeado


Iremar Bronzeado


O governo e o congresso renderam-se ao lobby da bandidagem. Durante as discussões parlamentares em torno desse mentecapto "estatuto do desarmamento", duas forças se defrontaram. De um lado, o derrotado lobby da cidadania, que não acredita em paz e igualdade entre cidadãos desarmados. Quando homens desarmados se defrontam, os mais ricos, sagazes e fortes dominam e escravizam os mais fracos, gerando ressentimento e violência. Já homens armados, se igualam e vivem em paz, graças ao poder dissuasório de suas armas.

O lobby da cidadania, umbelicalmente ligado à defesa dos direitos naturais à vida, à liberdade e à busca da felicidade, não teve oportunidade de expor publicamente seus argumentos, como deveria acontecer se tivéssemos um mínimo de apreço pela prática democrática do contraditório. A grande mídia, (destaque para a Rede Globo) acumpliciada com o governo e com a bandidagem, esmagou a sua voz e usou o indescritível poder da imagem, para fazer a cabeça do inerme povo brasileiro, numa campanha de puro viés totalitário, onde abundou a famigerada técnica goebbelsiana de, pela repetição, transformar uma mentira em "verdade". Agora, depois de submeter a população a um rigoroso brainwashing, querem nos impor um plebiscito fajuto, só para confirmar a unanimidade construída criminosamente com o dinheiro do contribuinte.

Do outro lado militaram os três segmentos do vitorioso lobby da bandidagem. Primeiro, os fascistoides liberticidas infiltrados no governo e no parlamento, travestidos de santos e piedosos comunistas, socialistas e social-democratas. Esses querem a população desarmada para melhor impor-lhe a canga de seu coletivismo totalitário. Em seguida, vêm os contrabandistas de armas, em alvoroçado regozijo com a "lei seca" das armas, versão vernácula da estúpida homônoma americana do Século XIX, que proibiu a fabricação e comercialização de bebidas alcoólicas. A restrição legal da oferta fez subir de tal forma o preço das mercadorias interditadas, que, em pouco tempo, o contrabando e a fabricação clandestina de bebidas tornou-se, de longe, o negócio mais lucrativo em território americano. Abarrotaram-se as burras e o arsenal dos fora-da-lei e o poder da Máfia ficou incontrolável. Houve o recuo atabalhoado de quem fez a besteira, mas os prejuízos éticos, financeiros, fiscais e trabalhistas jamais foram totalmente reparados. Retrato de nosso amanhã?! No terceiro posto estão os assaltantes e malfeitores de toda ordem, exultantes porque tiveram o seu "trabalho" extraordinariamente facilitado pelos aliados do governo. Com certeza vão remunerar com mais generosidade as "caixinhas" eleitorais de deputados e senadores de sua confiança.

Muito diferente seria se o governo, rendendo-se à evidência de sua total incapacidade de oferecer a necessária segurança a todos os cidadãos, reconhecesse em cada indivíduo o direito (e o dever) de cuidar de sua própria defesa, e passasse não só a incentivar a posse e o livre porte de armas de fogo, mas também franqueando a qualquer cidadão válido, de reputação ilibada, treinamento gratuito para o uso correto dessas armas e para a formação de milícias privadas regulamentadas de auto-defesa. Será que os salteadores teriam a mesma ousadia que hoje ostentam no matar e no roubar?

Bom também seria se, comprovados os incontestáveis indícios de conluio entre membros do poder público e a criminalidade nesta campanha suja do "estatuto" fossem os culpados exemplarmente punidos. Ah! Mas esses são sonhos, somente sonhos, de quem tem enorme dificuldade em acreditar que esta nação, um dia, venha a se transformar numa verdadeira democracia.
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* Professor ética e filosofia política na Universidade Federal da Paraíba – UFPB.

 

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