Iremar Bronzeado -DESARMAMENTO? DESARME A MENTE!
DESARMAMENTO? DESARME A MENTE!
Por Iremar Bronzeado


Iremar Bronzeado

Os que legislaram, sancionaram, promovem ou apóiam essa filistina "campanha do desarmamento" são tão inteligentes quanto aquele rei que mandou castrar todos os homens do seu reino porque a estatística de estupros tinha ultrapassado todos os limites. Ou o marido traído que, para por fim ao vexame, mandou queimar o sofá, onde se dava o delito. Ou ainda, o pai traumatizado, que voltou à lamparina, e mandou tirar a energia elétrica de sua casa porque viu sua filhinha ser eletrocutada com o dedo na tomada.
Só uma pessoa muito estúpida não entende que quem mata não é a arma, mas a mente armada que está por trás dela. Só um raquítico mental não entende que as armas, como todos os instrumentos criados pelo homem, na evolução do processo civilizatório, tanto tiram vidas como podem preserva-las. Foram as armas mortíferas criadas pelos aliados, que, na Segunda Guerra Mundial, eliminando uma boa quantidade de nazi-fascistas, preservaram a vida e a liberdade de muitos milhões de não-arianos. As bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki mataram cerca de 120 mil pessoas de uma só vez, mas evitaram que mais de dois milhões de japoneses e americanos fossem estraçalhados pela selvageria fanática dos kamikazes, no caso de os aliados terem insistido na rendição pela via da guerra convencional. Não se colhem rosas sem o arranhão dos espinhos. Não se come omelete sem a quebra dos ovos. Não se tem a paz sem a preparação para a guerra : "si vis pacem, para bellum", diz o comprovadíssimo brocado latino. Às vezes, para salvar muitas vidas, algumas poucas são sacrificadas. Esta é a lei inexorável que rege a sobrevivência da espécie humana
Mas o mito do "desarmamento" compunge, toca os corações. Nada melhor para os nazistas caboclos matarem dois coelhos de uma só cajadada. Com ele: 1) desvia-se a atenção dos problemas mais graves e fundamentais, que as oligarquias ligadas ao PT não sabem nem como formular corretamente (vejam o caso da educação pública e da degradante remuneração dos professores); 2) reforça-se o controle absoluto do Estado - já hipertrofiado desde a ditadura getulista - sobre o cidadão. "Você viu na TV Globo a criança que matou o irmãozinho com a arma do pai encontrada em cima do guarda-roupa?" - "Meu Deus! Que horror" - responde o midiota, obnubilado pelo fascismo subliminar da Big Sister, que quer, pode e manda neste país, porque esvazia, domina e faz a cabeça da maioria dos brasileiros.
Cretinos! Hipócritas! Se amam tanto as criancinhas, por que não fazem a mesma campanha contra as piscinas domésticas, onde centenas delas (muito mais do que as acidentadas por armas de fogo) se afogam todo ano? Contra os prédios de mais de dois andares, de onde muitas pulam para a morte? Contra a circulação de automóveis, que matam milhares não só de crianças, mas também de adultos por dia?
É também uma atroz ingenuidade, senão uma patética burrice, imaginar que só as armas de fogo matam. Mata-se também de lança, flecha, faca, pedrada, droga e veneno. Aliás, doravante, para assegurarmos nossa necessária e intransferível defesa pessoal, teremos mesmo que regredir às armas medievais. Bem ao gosto do intrínseco viés medievalista do nosso fasci-socialismo, que quer voltar ao tempo em que só os nobres (leia-se, o Estado) podiam portar e usar armas de fogo. Por sinal, as mortes por esse tipo de arma continuaram a crescer assustadoramente depois das leis contra o cidadão armado e do auê desarmamentista, começado ainda no governo do santo, piedoso e abominável FHC. Mentes desarmadas só prosperam em sociedades com muita educação, justiça, liberdade, democracia e desenvolvimento. Construa-se um ambiente assim humanizado e permita-se ao cidadão possuir quantas armas quiser. Elas se transformarão em fator de prosperidade, criando emprego, renda e tributo, e em nenhum empecilho para paz.
 

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