Iremar Bronzeado -PEQUENA ODE À LIBERDADE
PEQUENA ODE À LIBERDADE
Por Iremar Bronzeado


 Amar a Liberdade é amar a vida. Pois a vida, em sua essência mais pura, só existe quando embalada no seio da Liberdade. Os seres vivos, plantas, animais e humanos, crescem mais belos e fortes quando lutam e pelejam em busca da luz da Liberdade. Mas a Liberdade, como um construto exclusivamente humano, não é dada gratuitamente, mas conquistada com esforço e luta. Na exemplar ilustração de Immanuel Kant, as árvores que crescem no meio da floresta são mais belas, retas e úteis porque sua vida é marcada pela mútua disputa em busca luz do sol, que resplandece sobre suas copas. As que, em campo aberto, recebem gratuitamente abundância de luz, crescem desordenadamente, tortuosas e frágeis.
Assim também são os indivíduos: os que se insurgiram contra a tirania e combateram pela Liberdade têm o seu nome glorificado no panteão da História. Os que se acomodaram ao domínio dos déspotas, jazem no vale do esquecimento.
Assim também são as nações: aquelas que fizeram da Liberdade o princípio supremo de sua existência e proclamaram a soberania do cidadão sobre a coletividade e o Estado, estão hoje na vanguarda do desenvolvimento e da civilização. Aquelas que optaram por ideologias totalitárias que preconizam a tutela do Estado sobre o indivíduo, debatem-se ainda no atoleiro do atraso, na retaguarda da modernidade.
A Liberdade é a mãe do maravilhoso mundo novo em que vivemos. Foi graças a ela que o Iluminismo e a Revolução Francesa atribuíram aos homens os seus direitos inalienáveis, que fundamentam as eficientes e insuperáveis democracias liberais de mercado. Foi a liberdade atribuída à competitividade do mercado que permitiu os maravilhosos avanços da ciência e da tecnologia, que diminuem a dor e o sofrimento dos homens, e estabelecem a esperança de um futuro melhor.
Mas a origem das modernas noções de Liberdade, Igualdade e Fraternidade está em Cristo Jesus. Que “veio para libertar os cativos, dispersar os soberbos, destituir os poderosos de seus tronos e exaltar os humildes” (Lucas 1:51-52). Para que todos fossem iguais perante o trono do amor e da graça e se amassem mutuamente como irmãos, filhos do mesmo Pai.
iremarbronzeado@gmail.com
 

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