Iremar Bronzeado -STF: AGORA PODE TUDO
STF: AGORA PODE TUDO
Por Iremar Bronzeado


STF: AGORA PODE TUDO
Iremar Bonzeado
Fica torturantemente difícil para o simples e normal cidadão imaginar como funciona a cabeça privilegiada dos ministros dos nossos tribunais de justiça que se dizem "superiores" ou "supremos", mas se permitem tomar decisões que aparentam ser de um nível supremamente inferior. Suprema é, com certeza, sua remuneração, pois os cidadãos brasileiros muito têm que trabalhar para pagar seus hiper salários, na esperança de que a suposta sapiência, conhecimento e sabedoria daqueles senhores nos deem o sentimento de vivermos num Estado de direito, justo, próspero, pacífico e ... normal. Como, para minimizar os eventuais equívocos de julgamento, eles são escolhidos entre os supostamente mais sábios, eruditos e virtuosos cidadãos da República, ficamos estarrecidos quando aquela corte incorre em erros estúpidos e crassos, como as estultices com que ultimamente nos tem brindado.
Primeiro foi o coito oferecido ao nazi-comunista italiano Cezare Batisti, um bandido ideologicamente aloprado, um serial killer, condenado em seu próprio país por vários assassinatos a sangue frio.
Depois foi o crime de lesa humanidade, ao legalizarem o estéril, degradante e insustentável casamento estre pessoas do mesmo sexo. Tanto saber e tanto tirocínio – é o que deles esperamos - não os ajudou a perceber que aquele que incentiva a prática da pederastia, ou seja, de relações sexuais não reprodutivas e semeadoras da morte, comete crime de dimensão cósmica contra o homem e sua humanidade.  
Agora, com uma secularmente extemporânea e troncha conceituação de liberdade absoluta, induzem a sociedade brasileira ao hobbesiano estado de natureza, onde a liberdade, sem os freios do contrato social de respeito à lei e à liberdade do próximo, estabelece a "guerra de todos contra todos", de onde emergem o "homem lobo do homem" e o tirânico reinado do mais forte.  
Com o amparo legal outorgado pelo s.t.f. às insolentes passeatas dos maconheiros, sob o argumento de que, numa democracia, não pode haver limites à liberdade de expressão, logo poderemos ver em nossas ruas desafiadoras passeatas em defesa da legalização da cocaína, do craque, do fascismo, do nazismo, da pedofilia, do infanticídio, da eugenia, do genocídio, da limpeza étnica, da justiça com as próprias mãos, do uso privado da violência, e mesmo, numa reviravolta do feitiço sobre o feiticeiro, da morte por apedrejamento de juízes cuja capacidade de bem julgar não corresponda ao que deles esperam os que trabalham para pagar os seus salários de marajás.
Com toda certeza, as grandes maiorias, afrontadas pelas insultantes aberrações das minorias passeatistas, não ficarão de braços cruzados e usarão também o mesmo direito à liberdade de expressão sem freios ensejada pelo stf, e, com muito mais razão, começarão a fazer suas contra-passeatas defendendo a submissão das leis e das minorias aos usos e costumes estabelecidos pela maioria, sob pena de se fazer uso da violência pública e privada contra os transgressores. Pode-se bem imaginar a guerra generalizada que eclodirá do eventual recontro destas multidões em marcha, exaltadas pela certeza da impunidade oferecida pelo agora tudo pode de nossos ilustres ministros. Não dá para acreditar que seja isso o que eles deliberadamente desejam, com a sua afrontosa  decisão.
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