Iremar Bronzeado -PEQUENA ODE À LIBERDADE
PEQUENA ODE À LIBERDADE
Por Iremar Bronzeado


iremarbronzeado@gmail.com
 
Amar a Liberdade é amar a vida. Pois a vida só floresce no seio da Liberdade. Os seres vivos, crescem mais belos e fortes quando fortalecidos na peleja pela Liberdade. Na exemplar ilustração de Immanuel Kant - o maior filósofo de todos os tempos - as árvores que crescem no meio da floresta são mais belas, retas e úteis porque seu crescimento se dá por mútua disputa em busca da luz do sol, que resplandece na imensidão por cima da mata. As que, em campo aberto, recebem, gratuitamente, abundância de luz, crescem desordenadamente, tortuosas e frágeis.
 
 Assim são, também, os indivíduos: os que se insurgem contra a tirania e lutam pela Liberdade têm o seu nome glorificado no panteão da História. Os que se acomodam ao domínio dos déspotas, caem no abismo do esquecimento. Também as nações: aquelas que fizeram da Liberdade o princípio supremo de sua existência e proclamaram a soberania do cidadão sobre a coletividade e o Estado, estão hoje na vanguarda do desenvolvimento e da civilização. Aquelas que optaram por ideologias totalitárias que preconizam a tutela do Estado sobre o indivíduo, debatem-se, ainda, atoladas na retaguarda da modernidade.
 
A Liberdade é a mãe do maravilhoso mundo novo em que vivemos. Foi graças a ela que o Iluminismo e a Revolução Francesa atribuíram aos homens seus direitos inalienáveis, fundamento do ideal republicano e das eficientes e insuperáveis Democracias Liberais de Mercado. Foi a liberdade atribuída à competividade da produção e do mercado que permitiu os maravilhosos avanços da ciência e da tecnologia, que diminuem o sofrimento dos homens e nutrem a esperança de um futuro de abundância e paz.
 
Contudo, a verdadeira origem das modernas noções de Liberdade, Igualdade e Fraternidade é Cristo Jesus, que “veio para libertar os cativos, dispersar os soberbos, destituir os poderosos de seus tronos e exaltar os humildes” (Lucas 1:51-52). Para que todos fossem iguais perante o trono do amor e da graça e se amassem mutuamente como irmãos, filhos do mesmo Pai.
 
Iremar Bronzeado é professor de filosofia aposentado
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