OS INDISPENSÁVEIS
Por José Bezerra Filho


José Bezerra Filho

 

Uma das coisas boas que me aconteceram nos último anos – mais precisamente a partir de 2008, quando da fundação da Academia Paraibana de Cinema – foi conhecer o casal Mirabeau Dias/Sueli.

Donos de acurada sensibilidade artística, condutas irretocáveis, os dois se enquadram numa galeria de pessoas que estão acima das faixas em que se convencionou dividir a sociedade: OS BONS – OS MELHORES e OS MUITO MELHORES.

Para Mirabeau e Sueli eu acrescentaria a categoria dos INDISPENSÁVEIS.

Foi assim que aprendi a vê-los desde os primeiros contatos. Hoje, decorridos quatro anos após o primeiro encontro, continuo a vê-los de forma mais aperfeiçoada. Isso porque, a esta altura do campeonato, eles, por mérito, ocupam a galeria de personagens de minha literatura. Dediquei-lhes um capítulo em meu último romance JOGADORES DE ILUSÕES.

Mesmo incorrendo no ato da repetição, tomo a liberdade de transcrever trechos do citado capítulo, visando apenas a transmitir aos que, por acaso, não tenham lido o citado romance, a grandeza daquele casal:

“... você precisa conhecer Mirabeau mais de perto. É um cara admirável! Tem mania por carros antigos. Possui uma coleção de não sei quantos deles. O que eu acho mais importante, porém, é seu gosto pela arte. O normal em pessoas ricas como ele, é só se preocupar em ganhar cada vez mais dinheiro. E Mirabeau preocupa-se, logicamente, com essa finalidade, sem a qual não, teria chegado, financeiramente, ao que hoje é. Preocupa-se mas não faz dela um culto, um estado obsessivo! Numa visão poética, considerando sua origem, é lógico que, se durante a vida não

tivesse sido um Sancho Pança, nunca teria alcançado e transformado em realidade os sonhos de D. QUIXOTE.

E, no desempenho desta última função, ajudado pelo seu porte físico, em tudo semelhante ao do Cavaleira da Triste Figura, ele foi muito mais longe do que este porque conseguiu materializar o que, no personagem de Cervantes, não ultrapassava as barreiras do onírico. Foi tão mais longe que conseguiu transformar o sonho de Dulcinéa Del Toboso, na candura, na beleza, na inteligência, no donaire, na cultura, na elegância, na “finessse” de sua encantadora esposa Sueli.

Em resumo, um cidadão, diria melhor , um casal exemplar.

Sinto orgulho de tê-los no rol de meus melhores amigos!”

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