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"A AGRIDOCE VIDA"
Por Romeu


Por Romeu de Carvalho

O livro de Claudio José Lopes Rodrigues, para mim, demonstra a trajetória de muitas famílias paraibanas. É verdade que o registro de uma mãe, dona Zeinha, com um excesso de repreensão e mesmo castigo físico, denota apreensão com os filhos, como ela própria relata na sequência da narrativa.
Claudio, então, se questiona sobre a razão de tanta pressão psicológica. Percebi que as mães se sentem mais responsáveis que os pais, pois estes têm a obrigação maior do sustento da família e passam os dias presos ao trabalho. Cabia a elas, portanto, a verdadeira batalha na orientação dos filhos.
O fato é que nosso conterrâneo se transformou num escritor de primeira linha, porque seu relato está absolutamente conciso e com extrema concretude em todos os aspectos.
Gostei muito da abordagem sobre a questão familiar, como també m das pessoas com quem conviveu em sua juventude. Dentre elas, o amigo Rubens Pinto Lyra, que atua como um parâmetro da tese desenvolvida no desenrolar da escritura, porque Claudio defende, em seu desenvolvimento que nada é definitivo, como pensavam os aderentes a teoria marxista, porque até a Rússia comunista terminou por mudar completamente o seu trajeto político e filosófico, na atualidade.
É verdade, no entanto, o que mais destaco em todo o caminhar do desenvolvimento político é a questão da pobreza em si. O fato é que, de forma alguma, podemos convir de que aquela situação de extrema necessidade de uma grande massa humana, fosse obrigada a viver na extema penúria como os sem-terra e os favelados das periferias.
Acho que o livro "A Agridoce Vida" nos leva a uma reflexão muito precisa sobre este aspecto e, por isso mesmo, muito me envolvi no transcorrer de sua leitura.
Parabens, Claudio, que novos trabalhos desse porte venham enriquecer nos sas sofridas letras.

 

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