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FLORILÉGIO
Por Romeu


O que poderia dizer do livro de Ricardo Anísio, denominado, com um sentido de destaque, seleção de textos: "Florilégio". Devo registrar que, em atenção ao grande batalhador pela nossa cultura, já com um segundo livro seu em mãos, colhi um esforço de aprofundamento da expressão criativa, no sentido da elaboração de amplos significados, com uma estruturação poética direcionada a uma concepção de pensamento, onde os versos buscam traduzir um foco de sentido, certamente, pouco frequente nas nossas manifestações mais presentes, no andamento das realizações que vivenciamos.

"Amar é semear no aço/ Uma flor de paciência/ E depois colher-lhe o sangue/ Para beber no altar "
Vemos que os versos concebem uma estrofe, cujo caminhar: "...uma flor de paciência semeada no aço ", demonstra uma composição que nos conduz a um a atmosfera absolutamente nova de raciocínio criativo e nos faz perceber que o sentido maior da paciência nos levaria a "...colheita do sangue e bebe-lo no altar".

Percebo que todo o desenrolar do processo estrutural, faz gerar novos e contundentes significados.
"As lágrimas do Cristo/ São volúpias de arado/ Que vai redimindo a rosa/ Nos trigais da existência ".

Assim, considero "Florilégio" um trabalho poético que delimita bem o caminho do fazer criativo, para um sítio de grande florescência significativa e estruturalizante. Muito me agrada navegar em textos onde a palavra se propõe a gerar um horizonte novo.

" Dizia mestre Fernando/ Que a precisão é um motim/ Porque no navegar impreciso/ Decifra-se o meio e o fim."

Florilégio é um trabalho poético que nos conduz a um quadro bem edificado, onde a palavra compõe um traçado de focos, que se unem ao clarão de um dia que nasce sem aquelas nuvens de inverno que custam a passar.

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