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Melhor Seria Ser Pardal
Por Romeu


 

Terminei a leitura do livro "Melhor Seria Ser Pardal", que o autor, Carlos Gildemar Pontes, ofereceu-me a um tempo atrás e, somente agora, pude aprecia-lo integralmente. Confesso que gostei bastante do livro, porque o Gildemar nos conduz por um caminho onde o fazer poético expressa uma emoção muito forte, fazendo com que nos desloquemos, por intermédio do vôo imaginário, até as paragens onde a mente busca reaver o essencial, contido na lembrança e no vir-a-ser da emoção, expressa no conteudo do verso bem elaborado.
"Finja que eu passo o tempo
Areando a lua
E cosendo noites de insônia
Para ofertar poemas"
A palavra poética vai nos conduzindo com a força de um enlevo, que lembra bem aqueles versos de Fernando Pessôa: " O poeta é um fingidor/ Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente". Aqui, no livro de Gildemar, nós planamos tal qual pardais, até onde o verso elaborado pretende nos conduzir, como no poema Pontes:
"No peito, uma canção
Nos olhos, a esperança
Ergo pontes para chegar
E alcanço sobre rios e distâncias
O meu lugar"
Entendo que nosso querido nordeste continua com a perspectiva, que sempre teve, de gerar momentos criativos de grande valor, seja na pintura, na música, na ficção, na poesia... Procuramos sempre preservar nossa tradição de afeto a criatividade. Por isso, estive atento a amplitude imaginativa do texto poético, bem construido , posto que "Melhor Seria Ser Pardal".
"...
Quem tem sonho que durma, eu fico aceso
fumando o dia, o sol e a claridade.

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