42 quiosques ameaçados
Comerciantes da Lagoa reagem à ordem da Prefeitura para sair e recorrem à Câmara



17/06/2015


CMJP forma comissão para tentar resolver impasse entre comerciantes da Lagoa e Prefeitura

Publicado em: 16/06/2015 às 16h33

Ao todo, são 42 quiosques instalados na área. Os proprietários alegam que não tem para onde ir e, por isso, querem permanecer no local.

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), vereador Durval Ferreira (PP), recebeu, nesta terça-feira (16), em seu gabinete, um grupo de proprietários de quiosques localizados no Parque Solon de Lucena (Lagoa). Antes, os comerciantes ocuparam a galeria da Casa, durante a sessão ordinária, para protestar contra o comunicado encaminhado pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) solicitando que eles deixem o local. Eles pediram o apoio dos parlamentares para que a decisão da administração municipal seja reavaliada.

Durval Ferreira propôs que o Legislativo Municipal forme uma comissão para, junto com os trabalhadores, tentar resolver a questão o mais rápido possível. “Vamos abrir um canal de diálogo entre os órgãos da Prefeitura envolvidos e os comerciantes”, adiantou o presidente.

O líder do prefeito, Marcos Antônio (PPS), também se colocou à disposição dos trabalhadores para intermediar uma solução que possa atender os dois lados. Além do presidente e do líder do Governo na CMJP, os comerciantes foram recebidos pelos vereadores João Almeida (SD), Zezinho Botafogo (PSB), Bira (PT) e Renato Martins (PSB).

O presidente da Associação dos Quiosques do Parque Solon de Lucena, Arnaud Alcântara, não concorda com a decisão da PMJP. Segundo ele, existem comerciantes que trabalham no local há mais de 20 anos. “São trabalhadores, pais de família, pessoas que precisam sobreviver”, defendeu. Os comerciantes também informaram que a Prefeitura está cobrando uma multa de pouco mais de R$ 10 mil pela licença ambiental. “Não podemos pagar essa multa. Não temos condições”, afirmou o presidente da Associação.

Ao todo, são 42 quiosques instalados na área. Os proprietários alegam que não tem para onde ir e, por isso, querem permanecer no local. “Nós tiramos o sustento da nossa família através do nosso comércio”, ressaltou Garcêz Filho, que trabalha no local há 29 anos. A audiência contou ainda com a presença dos comerciantes Osiel Pereira da Silva, Francisco de Assis Sobrinho, Tadeu de Lima Barboa, José Arimáteria Barbosa e José Napoleão.

Paulo de Pádua




Fonte:
Nenhum comentário! Faça o primeiro

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do PORTAL 100 FRONTEIRAS. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O PORTAL 100 FRONTEIRAS poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.
PORTAL 100 FRONTEIRAS
Copyright 2011/2015.
Todos os direitos reservados
João Pessoa-PB
Ideias Multimidia