Chamem o William Waack de volta


Ricardo Kertzman
14/11/2017


blogueiros

A Dona Doida ataca outra vez! Agora deu para rivalizar com o jornalista (ou ex) da Globo e meteu os pretos onde não deveria

Que preguiça disso tudo

A frase infeliz — dita em off e covardemente vazada — de William Waack ,o transformou em um repugnante racista, vejam só. O cara jamais cometeu qualquer ato neste sentido. Jamais escreveu, palestrou, disse ou apresentou uma mínima característica de racismo durante toda sua vida profissional. Mas como é um não-alinhado com as esquerdas, bastou um vazamento de uma fala privada, dirigida a um amigo, e o mundo politicamente correto dos justiceiros da internet caiu-lhe sobre a cabeça.

Escrevi um texto a respeito. Até o momento já foi acessado mais de 100 mil vezes. Pois eis que hoje, Dilma Rousseff, a criminosa afastada da presidência, resolve provar que eu estava absolutamente certo. Naquele idioma que lhe é peculiar, mandou brasa no Tico & Teco (os dois únicos neurônios que funcionam relativamente bem naquela cabeça amalucada) e disse o seguinte: “O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Eu sou coisa de preto”. Ta-queu-pa-riu!!! Isso não é racismo, claro, mas é uma agressão hedionda aos pretos. Imagino Jair Bolsonaro dizendo algo minimamente parecido.

Não vou nem entrar no mérito da fala aloprada. O que Dilma diz possui tanta relevância quanto latido de cachorro abandonado, com cólica renal, madrugada afora nas ruas de Riachão do Bacamarte, na Paraíba. Até porque, se eu fosse preto diria que não tenho ladrões, mentirosos, embusteiros, terroristas, etc. dentro do que chamo de “coisa minha”. Mas a fala da estoquista de vento deixa bem claro o que ela entende por pretos: uma gente, digamos assim, à parte dos brancos. É asqueroso!

Certamente ninguém dará a mínima para a saudadora de mandioca, o que não deixa de ser adequado. Mas não há como não comparar a reação da opinião pública diante de casos absolutamente iguais. Ou melhor, iguais não, já que no caso da mulher-sapiens a fala foi pública e — aí, sim! — intencionalmente dirigida aos pretos brasileiros. Só que ela é da “tchurma”, né? Ela é como o ministro petista do STF, Luís Roberto Barroso, que disse que Joaquim Barbosa era um “negro de primeira linha”. Depois, bastou derrubar duas ou três lágrimas e seu pedido de desculpas se transformou num símbolo do combate ao preconceito. Sei…

Veremos o que dirão os movimentos negros. Intuo que a mesma coisa que os movimentos feministas disseram quando Lula chamou as petistas de “grelo duro”.  Ou seja, um sonoro, retumbante e vergonhoso silêncio.

Pois é. Hipocrisia pouca é bobagem, né, não?




Fonte: blogs.uai.com.br - imagem p. inicial: brasil247.com
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