Mirtzi Lima Ribeiro
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Uma página em branco

Por: | 18/07/2025


                

                Mirtzi Lima Ribeiro


Cada novo dia é como uma página em branco que está disponível para começarmos a registrar nela os nossos pensamentos, sonhos, ideais, ações e realizações. 


Ao vivermos no eterno agora, essa página em branco será apenas um lembrete para fazermos o que desejamos, dentro dos recursos e circunstâncias que temos. A mágica acontece aqui: usar tudo o que dispomos de modo criativo ao máximo que pudermos, com disposição e alegria.


Não precisamos inventar a roda ou ressuscitar o momento da descoberta do fogo. É apenas necessário viver, deixar os outros viverem e fazer isso do modo mais inócuo e engrandecedor que nos for possível.


A vida já traz em si as suas próprias dificuldades. Então, não devemos acrescentar gratuitamente mais embaraços, novos entraves ou dificuldades autoimpostas. Devemos seguir como as águas percorrem o seu curso, contornando e indo sem prescindir de sua natureza e de seu caminhar, seu fluxo.


Há talentos a aprimorar, entendimentos a alcançar, momentos a aproveitar, vitórias a celebrar, encantos a se fartar, sonhos e metas a realizar.


E devemos fazer isso estando atentos ao nosso redor, oferecendo a mão a quem precisa, uma palavra de conforto e entusiasmo, valorizando quem está ao nosso lado com responsabilidade afetiva. E o mais importante, devemos agir com real entusiasmo e maravilhados pelo próprio dom da vida. 


A vida também é poesia, beleza, aspiração e inspiração, motivo de alegria, descanso nas horas certas, tranquilidade e sono. Ela é puro dinamismo, entre movimento e repouso, dia e noite, luz e sombras, reflexões e nada pensar, desafios e aprazimentos.


É preciso flertar o tempo todo com a vida e a vitalidade, entender nelas e delas, seu ir e vir entre novidades, pessoas e fluidez no percurso que empreendemos. Qualquer ingrediente que chega, será o “milagre” que poderemos traduzir como uma sintonia e sinfonia com o Universo, que se refletem no que muitos chamam de coincidências. Na verdade, coincidências não existem: há encontros entre nossa necessidade e o seu provimento. 


O que alguém deixou para trás servirá para outro que possa dar valor ao achado. O que escolhemos esquecer, será lembrado por alguém. E isso serve para objetos, projetos, oportunidades, afetos e companhias. A cadeira que desistimos de ocupar, será preenchida por outra pessoa. Nada se perde no infinito desta existência.


E tendo isso como verdade, a cada ansiedade sentida, que a respiração adequada nos retorne ao estado de plenitude, de estar bem, de satisfação por existir. Assim, os apegos e controles vão dando lugar aos encaixes por frequência, vibração semelhante, sincronicidade, sintonia e harmonia.


Quando chegamos a esse ponto não teremos necessidade de ser “alguém” porque já somos fonte. Não precisaremos provar nada a ninguém porque já vibramos com a existência que é plena. Não precisaremos convencer ninguém porque isso cabe a cada um resolver por si mesmo. 


O que nos cabe é seguir os nossos insights e caminhos, que todo o resto e tudo o que realmente necessitamos nos encontrará durante nossa jornada, nos momentos certos. Cada qual terá aquilo que lhe corresponde de fato, de acordo com a nossa assinatura e escrita magnética, nosso traçado nas incontáveis páginas em branco que iremos preencher com o ineditismo de viver a vida de modo consciente.


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