Antonio Caldas
Antonio Caldas
Antonio Caldas

Monalisa da Roça

Por: | 13/08/2025



A ideia de escrever o título, Monalisa da Roça, desabrochou no bocejo de uma madrugada fria e silenciosa. Estava eu a caminhar por uma estrada vicinal deserta em meio à vegetação fechada que sombreava os primeiros raios do Sol, de repente surge diante de mim uma jovem negra altiva tão perfeita que ladeava a inspiração de Da vice ao arquitetar o quadro da Monalisa.


O expressar da naturalidade da exuberância da materialidade da natureza biológica! O quão é perfeita e pura a face da criação humana sem maquiagem! A pintura do corpo, o talento da alma, o desejo sedente. Monalisa, a inspiração que perpassa tendências, fecunda a espiritualidade, anseia subjetividade e dá ao ser a capacidade de ser. Monalisa da Roça é uma linguagem poética que tem nuances em um contexto filosófico do empirismo caboclo e alicerces no pensamento científico que norteiam a linguagem folclórica do campo e da cidade. 

Monalisa da Roça é folhagem da natureza vestindo a nudez da vegetação. É a mão do homem ferindo o ventre do cio da terra. É o guarda-chuva do céu, sombreando os raios do Sol para não esturricar o solo e queimar o feno que alimenta os animais. Faz a interessante composição entre o belo, o bom e o ótimo. É o tear filosófico que tece a cultura, borda a formosura e pinta as cores do tempo.

Rosa, flor de um jardim/ A pétala despetalada/ O romper da madrugada/Numa querência distante/ O vento soprando manso/ Na direção do roçado/ Ar puro e purificado/ O pensamento sonhando/ A mente dialogando com o universo bordado. Monalisa da Roça.


Caldas


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