Mirtzi Lima Ribeiro
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Dezembros

Por: | 22/12/2025



         Mirtzi Lima Ribeiro 


Dezembros são inspiradores, resgatam retrospectivas, promovem esperanças, extraem sorrisos de mansinho pelas realizações alcançadas, carregam consigo as chaves sagradas de todos os deuses e deusas solares.


É no final do ano, durante o solstício, que se celebram o nascimento de capricornianos como Jesus, Buda, Mitra, Dionísio, Apolo, Alaunus, Hélio, Hórus, Hércules, Attis, Krishna, Tamuz, assim como da japonesa Amaterasu, da nórdica Sól ou Sunna, da egípcia Hathor ou Sekhmet, da árabe Shams, da grega Eos e muitas outras. 

 

Dezembros oscilam entre o frio cortante no Hemisfério Norte e um calor de brando a escaldante no Hemisfério Sul no Globo terrestre.


Dezembros trazem flores vibrantes para as festas de fim de ano, como a Flor do Natal e da flor do azevinho, muito usadas no período natalino. É época das gérberas, astromélias, lírios, rosas e hortênsias, em uma vibrante paleta de cores e alegria. Em nosso país, temos espécies tropicais como as helicônias e os hibiscos com beleza e cor em profusão.


Dezembros são feitos de luzes, onde o espírito do voluntariado move pessoas a ajudar pessoas, onde a pressa para o preparo das festas carece de mais calma, onde temos prazer em ofertar mimos aos amigos, que pode ser um assado, um bolo, biscoitinhos, cartões de Natal ou presentes que pululam nas lojas para atender a todos os gostos e bolsos.


Dezembros constroem memórias afetivas, de família reunida, mesmo nos lares menos abastados, onde a união precisa ser valorizada, os afetos promovidos e a paz reivindicada. 


Dezembros nos lembram que todo fim é sequenciado de começos e recomeços, em ciclos que se sucedem. A cada dezembro renascemos ao recordar tudo o que fizemos ou deixamos de fazer, ressuscitamos ao perceber que no balanço entre perdas e ganhos, vencemos a nós mesmos e crescemos como seres vivos.


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