
Ao ler as notícias, foi-me incontrolável a opinião sobre os soluços incoercíveis do ex-presidente Jair Bolsonaro. Comentei ser horrível a pessoa sentir algo que não consegue controlar, parar. Não ter controle sobre o próprio organismo.
É natural ter uma reação de pena ao ver algum ser sofrendo, animal ou humano. Mesmo quando é uma figura asquerosa, como o Asqueróide em tela.
Um meu amigo, lembrando as patrulhas do passado, chamou-me a atenção para o histórico, a folha corrida do ex-presidente. Pois ele, em matéria de humanismo, é realmente deplorável!
É impossível o Brasil esquecer a sua reação durante a pandemia, quando alguém lhe lembrou que naquela época, em Manaus, as pessoas estavam morrendo por falta de ar, pois não havia respiradores suficientes.
A reação de Bolsonaro foi de pura crueldade, desprezivelmente imitando pessoas morrendo com falta de ar como se fossem insignificantes, pura fraqueza.
Na verdade, essa é a reação natural de um fascista: tratar com desprezo as manifestações de fraqueza de alguém. Desprezar fracos, doentes, mendigos, mulher, pobres. Para eles, tudo isso é desprezível.
Eu exagero dizendo que eles desprezam até passagem de pedestres! No caso do Asqueróide, ele apenas manifestou a sua verdadeira personalidade: a frieza, a crueldade, o comportamento típico de um psicopata.
Ao longo de sua carreira política, ele teve muitas oportunidades de expor a sua personalidade. Portanto, ele nunca se escondeu, sendo conhecido de todos os brasileiros, já antes de ser candidato a presidente.
Por último, uma crueldade do destino: quem socorreu as vítimas da pandemia em Manaus foi o governo da Venezuela, tão execrado aqui no Brasil. Existem muitos motivos para isso; porém, no quesito humanismo, eles foram mais rápidos e eficientes do que o então governo brasileiro!
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Voltando ao meu amigo, disse-lhe que ele agiu como os antigos patrulheiros dos anos de chumbo, durante a ditadura militar que cobriu o Brasil de trevas.
Não lhe tiro os motivos (são muitos!). Porém, não deixarei de pensar assim. É o meu jeito de ser.