E aí está o Luiz Carlos Vasconcelos de repente também, como o Nanego , no horário nobre. Esse cara é impressionante.Chegou um dia , em minha casa, nos anos 70, 80,pedindo-me autorização pra montar minha peça A BATALHA DE OLIVEIROS E FERRABRÁS, uma lágrima lhe rolou quando lhe perguntei como via esse espetáculo... e aí, algum tempo depois chegou o Fernando Teixeira me pedindo a mesma coisa e, quando lhe disse que o Luiz Carlos estava com meu texto, liberação da censura e tudo mais, disse-me Oxente, o Luiz Carlos está na Dinamarca, de modo que fiquei sem um diretor nem outro, o Ricardo Torres montou esse espetáculo em Brasília, 1991, e um dia vejo, no festival de Areia ,OS PIRRALHOS, do Luiz Carlos de volta, genial, uma peça criada a partir dos relatos das crianças que faziam parte do elenco - Marcélia Cartaxo, Nanego e Soia Lira, Eliézer Rolim.- e quando fui cumprimentá-lo, desculpou-se por não ter montado minha peça, " Não se faz, mais, teatro, em cima de texto feito". E nem é necessário lembrar o Vau da Sarapalha, que tornou a história do teatro paraibano em tudo que se fez antes e tudo que se fez depois desse marco. Vai daí que ele foi, de casa mudada, pro cinema, e brilhou como ator em filmes como “Carandiru”, “Eu, Tu, Eles” e foi excelente como o Lampião do belo “Baile Perfumado”, com que Lírio Ferreira e Paulo Caldas iniciaram a retomada do cinema pernambucano, em 1996. Daí partiu pra TV. Luiz.Carlos. Im-pres-sio-nante!
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