Tragédia da compra de votos
A compra de votos de hoje é tal qual a compra de votos nos longos períodos de estiagem do ontem. Dessa vez, o oprimido se juntou ao opressor para votar contra o proletário. As velhinhas/beatas da Bíblia tenderam a defender torturadores, pastores evangélicos transformaram o púlpito em palanque eleitoral e alguns capelães do celibato se aliaram aos opressores da classe operária.
Hoje, a situação está tão periclitante que distribuir água potável via carro-pipa é sinônimo de compra de votos. Contratos de prestação de serviço e de cargos comissionados são apresentados aos órgãos de controle como necessidade de caráter excepcional temporário.
Nada obstante, a subtração de R$ 61 bi do orçamento da união via emendas parlamentares, impositivas e PIX, escancara um viés de compra de votos antecipada ao arreganho da lei. Hoje, não se tem lideranças emblemáticas no Congresso Nacional, pois, no lastro da contemporaneidade, quem faz o líder é a cor do valor da moeda. Triste é, mas é a realidade nua e crua.
Caldas.
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