Mirtzi Lima Ribeiro
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CARNAVAIS


Por: | 17/02/2026


 Em sociedade, invariavelmente, os costumes tendem a se modificar com o passar do tempo, agregando hábitos de outras localidades.

  Há registros de que o carnaval surgiu no Antigo Egito, quando se comemorava a expulsão do inverno para celebrar o início da primavera e havia homenagens aos deuses para se obter boas colheitas. 

  Com as invasões e conquistas por parte de Alexandre, o Grande, essa festividade foi incorporada por outros países, como Grécia, Macedônia, Israel, Iraque, entre outros, inclusive parte da Ásia Central. 

    Essa festa com data móvel, está inscrita no calendário cristão e guarda certa relação com a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Como? Ao se estabelecer a Quaresma e a Páscoa como datas subsequentes à quarta-feira de cinzas, temos uma relação entre o profano do carnaval e o sagrado da quaresma.

  Essa correspondência de datas se deu porque à época, a Igreja Católica quis dar um novo significado a esse período. Portanto, logo em seguida ao carnaval, que é uma festa dita pagã (despedida da carne ou dos prazeres), há o jejum, penitências e todo um trabalho litúrgico de purificação para se chegar à Páscoa, que representa a libertação espiritual decorrente da ressurreição do filho de Deus. 

   Um apanhado histórico do carnaval de Veneza, na Itália, foi apresentado em um documentário promovido pelo Doge Vitale Falier, indicando que essa festa surgiu por volta do ano de 1.094. “Doge” é o título de chefe de Estado nas antigas repúblicas marítimas italianas de Veneza e Gênova, do século VIII até o ano de 1.797. Esse carnaval foi oficializado pelo governo por decreto no ano de 1.296. 

   Em Veneza o carnaval atual permanece no estilo medieval, com vestimenta e máscaras típicas. À época, nobres e plebeus festejavam juntos e a máscara servia exatamente para que os nobres pudessem se misturar com o povo nas ruas sem ser reconhecidos.

  No Brasil, antigamente o carnaval tinha as suas clássicas marchinhas, os bailes em clubes onde a família inteira se divertia de modo tranquilo. Esse modelo terminou dando lugar a inúmeros outros folguedos carnavalescos.

   As máscaras de carnaval por aqui, ganham novos formatos, cores, tecidos e acessórios, adaptados à criatividade brasileira e aos motivos de agremiações e escolas de samba.

   Por sua vez, atualmente se tem vários ritmos e músicas, nos famosos trio elétricos, cada vez mais incrementados. Esses veículos são acompanhados pelos foliões que compram abadás para ter o direito a ficar dentro da área reservada por cordões de isolamento. 

   As fantasias e os blocos de carnaval ganham novos coloridos e adaptações com o desenvolvimento de temas e motes, com concorrência acirrada entre os clubes das principais capitais do país.

  Os bonecos gigantes do carnaval de Olinda, em Pernambuco, se tornaram famosos, assim como o boneco Zé Pereira, da cidade de Belém do São Francisco, no Sertão daquele Estado, que ganhou as ruas desde o ano de 1.919. Eles se inspiraram nos antigos bonecos gigantes que existiram na Europa por ocasião da Idade Média, que imitavam santos católicos e eram levados em grandes procissões.

   A conotação do carnaval de 50 anos atrás é completamente diferente do atual. A pergunta é: como brincar o carnaval de modo saudável? Cada pessoa ou família deve encontrar o meio que mais se adequa às suas preferências 

Com base em texto da autora, publicado no Sky Culture Magazine em fevereiro de 2024.

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