José Mário Espinola
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O SEGUNDO ASQUERÓIDE

Por: Crônicas de José Mário Espínola | 22/02/2026

O SEGUNDO ASQUERÓIDE, por José Mário Espínola

Imagem copiada do Metrópoles: os asqueróides mencionados pelo autor seriam desse formato

O mundo assistiu a dois eventos cósmicos de alta gravidade em poucos anos. Em 2019, o Brasil foi vitimado por uma tragédia sideral. Vindo das profundezas do inferno, um bólide atingiu Brasília e espalhou excrementos por todo o país.

Uma imensa nuvem de atraso espalhou-se pelo nosso céu, fazendo com que uma sombra medieval cobrisse a nossa nação, envenenando as nossas águas com a mentira, a desfaçatez, disseminando o ódio, usando para isso as famigeradas redes sociais.

Dejetos causaram danos a órgãos e instituições importantes, como o Ibama, o IBGE, a Funad, a Educação, a Saúde, a Economia, o Itamaraty, a Cultura… Para citar apenas algumas das instituições comprometidas. Ao longo de quatro anos, o Brasil perdeu a credibilidade mundial, jogada na lata de lixo das nações.

Em 2020, o país foi acometido pela pandemia de um vírus letal chamado coronavírus. Tirou a vida de mais 700.000 homens, mulheres, crianças, idosos… Dessas vítimas, aproximadamente 600.000 poderiam ter sido poupadas, se o Asqueróide I não tivesse feito campanha cerrada contra o tratamento correto, houvesse tomado todas as medidas recomendadas pela OMS e tivesse adquirido e aplicado – sem negociar  propinas – vacinas oferecidas pela Pfizer no final daquele ano, quando 100.000 brasileiros já tinham morrido.

A ação deletéria do Asqueróide cresceu e evoluiu para uma tentativa de golpe contra a nossa democracia. Que falhou, graças a vários fatores, dos quais destacamos a resistência heroica exercida pelo Supremo Tribunal Federal como o principal deles.

Como resultado, uma vez reassegurada nossa democracia plena, sem que fosse submetido a torturas que ele tanto defendia, sem que qualquer adversário seu clamasse que “bandido bom é bandido morto”, o Asqueróide exerceu todo o seu amplo, geral e irrestrito direito à defesa e ao contraditório, foi enfim corretamente julgado, condenado e aprisionado, dentro da mais absoluta vitória da justiça democrática.

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Quando o mundo pensava que podia respirar aliviado, eis que um novo asqueróide, também advindo das profundezas do inferno, caiu sobre a cidade de Washington, nos Estados Unidos.

Dessa vez, para azar da humanidade, espalhando o terror entre os seus concidadãos e os cidadãos do mundo, o bólide era muito maior, com capacidade para inclusive destruir o mundo livre, varrendo da face da terra a democracia, a cultura, a educação, a justiça, a honestidade e tudo o mais que for quali0dade humana.

Seus efeitos vêm crescendo e se disseminando pelo planeta. Já foi sentido na América do Sul, mais exatamente na Venezuela. Em Cuba. E agora investe contra o Irã, país cujo povo está submetido a uma ditadura teocrática há várias décadas. Mas isso não justifica que seja atacado em sua soberania.

Já nos Estados Unidos, esse Asqueróide cor-de-laranjada-Fanta está minando as instituições democráticas daquela nação.

Figura abjeta, começou pela justiça, ao conseguir instalar-se na Casa Branca sem ser admoestado, embora tenha tentado um golpe contra a democracia (que ele despreza, como todo fascista) quatro anos antes, e de ser condenado por estupro de uma mulher. Além disso, conseguiu livrar-se de uma acusação pesada de espionagem, quando foram descobertos documentos secretos em uma das suas propriedades.

Está provado que o Asqueróide laranja não tem como objetivo a liberdade e a democracia. Pois o faz por puro interesse nas riquezas de todos esses países.

Esse Asqueróide revela-se milhões de quilotons pior para o mundo que o primeiro, pois tem potencial para destruir boa parte da humanidade. E vontade não lhe falta!

Ainda não se sabe a extensão do estrago que esse bólide de excrementos atômicos poderá causar ao mundo. Mas nunca a humanidade correu risco tão grande de ser destruída, como no momento atual.

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O que fazer? Difícil, muito difícil. A nosotros só resta fazermos todos os esforços para garantir a democracia, que está em vias de sofrer um grave ataque com a renovação de dois terços do nosso Senado.

Deixemos de lado, pois, todas as nossas diferenças e nos unamos num projeto mais importante: o Projeto Brasil.


FONTE: Blog do Rubão (rubensnobrega.com.br) - Acesse

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