Onde
começa a poesia?
A
literatura poética é um poço que não tem fim. É uma avenida de palavras para se
refazer o caminho, é a fonte que nunca seca, janelas que ficam abertas, portas
largas, vãos sem fim.
No
ponto seguinte, disse:
É
entrada de tudo, é o começo do nada, é chão, veredas, estradas, por onde passam
multidões, é relevo, aluviões, correnteza, corrimão, relâmpago, chuva, trovão,
são os confins dos sertões, escritos por nós e por mim.
Fez
uma breve pausa e disse:
É a de
fé para ser feliz, é temer os obstáculos, é atravessar um rio em canoa de
cabaço, pedir a bênção ao Senhor, por um dia de cansaço, ajoelhar-se aos pés da
cruz e se redimir dos pecados.
Se
recompôs e falou:
É
pensar antes de tudo, é fazer e refazer, é procriar e crescer, sem nunca ficar
ausente; o amor e o sentimento se recompõem lado a lado, se puder, envie
recado, pois a saudade mata a gente.
Pequena
pausa:
Reafirmo
que, na construção dos meus textos literários, não costumo referenciar a
quaisquer escolas e regras do culturalismo literário. Escrevo o que reverbera
da alma, transcrevo o que as ideias evocam. Assim, vou traçando com o pincel da
mente aquilo que me faz ser o que sou.
Caldas
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