Por
que dividir?
Pediram-me
para construir muros, construí pontes; orientaram-me a impermeabilizar a
passagem dos aflitos, desobstruí caminhos outrora obstruídos. Sobre o saber,
pediram-me para não educar os filhos dos súditos, porém dotei-os de excelentes
aprendizagens e conhecimentos. Apenas um lembrete: quando se educa as crianças
na idade certa, com desempenho de proficiência compatível com o grupo etário, a
probabilidade de se erradicar o analfabetismo, criar oportunidades de trabalho
e universalizar o ensino, decerto, estaremos qualificando eficácia de forma
igualitária para a plenitude do desenvolvimento sustentável.
É
prudente pensar que aquele que governa pensando na divisão de classes torna-se
opressor de quem o elegeu. Passa a adotar estilos de governança sem ouvir os
sussurros das ventanias das ruas, as vozes reclamantes. Desta feita, o Estado
torna-se opressor dos oprimidos. Evidencia-se, decerto, o suicídio das
democracias. O homem caminha a passos largos e ambiciosos em busca de mais e
mais poder, o sacrossumo do monopólio das riquezas, tomando para si a posse do
trigo, do pão e do vinho. Transformaram os ensinamentos da Bíblia em escola de
doutrinação escusa. A cada pronúncia da palavra, se cobra o dízimo. Os fiéis
tornaram-se escravos da fé, por ordem de alguns.
Concluo
reafirmando que, como pecador, confesso-me a Deus, o único. Não existem duas
fés. O homem é o templo de si. O resto é encenação teatral.
Caldas
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