Belarmino Mariano
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PARADOXOS POÉTICOS


Por: | 27/04/2026


   Às vezes acho que estou feliz, mas sei que estou triste e não adianta chorar, pois estou diante de mim mesmo e nem faço ideia dessa tristeza e a alegria que se misturam em minha alma de aprendiz.

   Às vezes acho que estou vivo, mas me sinto morto, mas essa dúvida cruel me lembra um mantra tibetano sobre a matéria e a energia que estagna ou flue incessantemente. Morte e vida em um abrir e piscar de olhos.

   Às vezes parece que estou sonhando acordado e acordo assustado, pois o sonho era um pesadelo sobre o que realmente estou passando. Uma sombra e a penumbra de destroços do meu ego em pedaços de concreto armado e (des)pedaços de minha carne exposta em uma feira livre.

     Às vezes encontro as saídas como se sempre estivessem ali, mas do nada, todos os sinais estão fechados e nem becos existem. Me encontro em um mato sem cachorro, mas escuto latidos distantes como se até os cães estivessem perdidos.




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