Hildeberto Barbosa
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Hildeberto Barbosa

Me orgulho do meu dia, o primeiro de maio: não calo

Por: | 03/05/2026

Pensamentos Provisórios

Hildeberto Barbosa Filho


Diz o ditado popular que quem cala consente. Como não consinto, não calo. Fui professor a vida inteira. Dei aulas desde as primeiras séries até a pós-graduação. Estou aposentado, mas me considero um trabalhador. Ganhei meu pão de cada dia com o suor do meu rosto, como diz o poeta, e fiz da minha vida uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Me orgulho de ser um trabalhador. Me orgulho de meu dia, o primeiro de maio. Também sou acadêmico, da APL, Academia Paraibana de Letras, e disso me orgulho muito. Pode ser um privilégio, porém, penso que, como acadêmico, tenho deveres inadiáveis para com a sociedade e a cultura. A Academia não me pertence nem pertence a nenhum de meus pares. Ela constitui patrimônio histórico, artístico, científico e literário do estado. Se se consolida como instituição privada, sua função ou missão, como queiram, é eminentemente pública. Escrevo tudo isto para demonstrar minha indignidade e exprimir o meu absoluto repúdio à frase (“Dia do trabalhador é dia da vagabundagem”), proferida pelo ilustre confrade, o ex senador da República e empresário da comunicação Roberto Cavalcanti. Respeito a liberdade de expressão, se ela não se transforma em calúnia, difamação, injúria ou em qualquer espécie de agressão e violência. Na qualidade de membro efetivo da velha e honrada Casa de Coriolano de Medeiros, sinto-me obrigado, em nome da ética e da justiça, a fazer esta declaração. Quanto aos meus colegas acadêmicos, face a esse fato grotesco, que ajam de acordo com sua consciência. Consintam e calem, ou, então, se manifestem.


FONTE: Facebook - Acesse

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