ah
santo deus
- as palavras!
Veja como "zebra" e "tigre" são nomes ... listrados!
Veja a palavra "transatlântico" toda trastejada de mastros sobre os trans e
tlans de seus porões!
Veja o peso fundo na palavra "chumbo"
e o vuf de "foi-se" em "foice"!
Veja o espaço entre "bola" e "bolha": o inflaço!
Veja como são de alta resolução frases como "A farra de cores nas flores de
minha jarra" ou "Grécia
toda de pedra e Fedra!"
Juro que senti um toque de bruxaria quando li pela primeira vez que "A nave-mãe desceu do céu feito cintilante metrópole sem chão" ... e vi isso!
Senti
ali
que as palavras - tijolos com que se fecha cada uma dessas paredes curiosas
que são as páginas - são "words words words"
s1m
mas com que poder:
worlds!
Ah
névoas
nuvens!
Alhambra!
Don Rodrigo Dias de Bivar!
Stábiles
móbiles
Cantábiles !
Sheerazade no ar:
Sinta o toque mágico das palavras no que me permitem
lhe fazer ver - por exemplo - que "Minas / sem mar nenhum / mas de horizonte todo
encapelado / tem para cada onda uma capela / e para cada capela / uma nave!"
É com elas que faço com que você perceba que algo de muito estranho
ocorre logo no fato de que o Sol projeta todo dia este longo e complexo filme na Terra
feito o prestidigitador a refazer o mesmo passe diante de nosso rosto tantas
vezes
rindo de nossa incapacidade de lhe perceber o truque!
Pense no peso sem peso
do mundo
no seu peso em s1
leve como um segundo!
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