Estado
X facções
A
reportagem do Fantástico, no dia 10 de maio de 2026, deixou claro que as
facções criminosas organizadas faccionaram o país com nítida clareza. Suas
raízes fincaram-se em diversos territórios, ramificam-se como erva daninha,
assumindo, por vezes, a ausência do Estado no controle da vulnerabilidade
social com o povo. Processos em ascensão, provocando erosões contínuas e
profundas nas instituições da República. Quero dizer que, quando o Estado deixa
de olhar para fora, as organizações criminosas olham nos dois sentidos.
O tema
mencionado acima é uma reflexão de interesse público. A ausência do Estado no
transcorrer de processos ascendeu sentimentos evocativos das massas, mas os
governantes não consideram as suas relevâncias. Essas cicatrizes sociais, que
permanecem abertas e sem os curativos necessários urgentes, foram cooptadas
pelas facções e grupos dissidentes até chegarmos ao exagero do escândalo do
Banco Master com a influência de figurões da República. Um desatino
administrativo burocrático, por falta de comando logístico inteligente, gerando
conflitos políticos, ideológicos e religiosos, ao ponto de produzir uma
crendice social que divide o povo em diferentes “Brasis”.
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Desde
idos de 1970, assistimos à ascensão híbrida de organizações criminosas que, no
lastro de processos, culminaram na formação de associações com estruturas
logísticas de poder paralelo. O Comando Vermelho (CV) foi edificado nos
presídios do Rio de Janeiro, assim como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em
São Paulo, em 1990. Nos dias atuais, as estatísticas apontam números robustos
de facções nas 26 unidades federativas e no Distrito Federal (DF). Daí,
concluo, enxergando que no DF existem fortes indícios de que, nos assentos do
Congresso Nacional, já transitam alguns desses figurões incrustados e de Bíblia
nas mãos. Citar um caso da cidade portuária de Cabedelo/PB, noticiado no
Fantástico, em 10 de maio de 2026.
Caldas
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