
O Mito de Dark Horse, se confundiu com o Mito Jair Messias Bolsonaro. Na mitologia grego romana, existem vários exemplos e arquétipos do "Dark Horse", como os cavalos alados nascidos do caos, os azarões, que ninguém dá nada por eles, que surgem da escuridão, das cinzas e quando menos se espera, eles dão a volta por cima.
Aqui trataremos de três Mitos: 1) mitologias greco romanas; 2) mitos do bolsonarismo e; 3) mitos de tamboretes que se trabsformam em bancos. Mesmo que o segundo esteja relacionado ao "Palmito" que se transformou em militar, miliciano, presidente e presidiário.
Para todos, muitos mitos nasceram de forças negativas, seres considerados fracos, perdedores, derrotados e fracassados, mas misteriosamente venceram, conquistaram e dominaram suas forças.
1) Os Mitos Gregos e Romanos
Muitos mitos estão entrojetados nas batalhas memoráveis, na luta do bem contra o mal, das sombras e da escuridão, surge "Dark Horse" (cavalo escuro), o corcel negro e, de maneira surpreendente, vence as batalhas mais difíceis e terríveis.
O inacreditável, o indomável, insondável e aparentemente frágil, arruma força descomunal e vence as batalhas improváveis. No mito do Cavalo de Tróia, o historiador Homero descreve uma batalha, em que, com a desfaçatez, astúcia e estratégia da mentira, os gregos deram de presente aos troianos, um gigante cavalo de madeira, para selar a paz. Mas, o gigante cavalo de madeira era oco e estava cheio de soldados que durante a madrugada, derrotaram a cidade de Tróia.
Cavalo de Tróia, presente de grego, vírus trojan dos computadores modernos, falsos profetas, fakes news, mito do grande líder no nazifascismo e dos heróis improváveis na linguagem antisistema, abundam os mitos, lendas e a vida cotidiana do passado e do presente.
O Mito do jovem Perseu, o azarão, que era dado como morto, nas derrotou Górgona Medusa, o monstro de sete cabeças, usando reflexos de luzes em espelhos. Uma cabeça venceu várias, apenas com a astúcia, reflexos e presentes mágicos, em vez de combate direto.
Conta a lenda que do sangue e de uma das cabeças da Medusa, nasceu o cavalo alado Pégaso, simbologia de liberdade e conquistas das forças celestiais sobre as forças brutas terrenas.
Ainda na Ilíada, Homero conta sobre o governante do submundo, Deus Hades e seus cavalos imortais (dark horse), bestas das trevas profundas, com superpoderes, infernais. Será que alguns mortais modernos buscam esse arquétipo?
No folclore brasileiro temos a lenda da "Mula Sem Cabeça", trazida do Norte de Portugal. Contam os mais velhos que uma mulher teve relações com um padre e foi amaldiçoada, sendo transformada em uma égua que assombra os vivos durante as madrugadas de lua cheia. Ela não tem cabeça, mas do seu pescoço sai fogo ardente, cascos de ferro e prata, cavalga desembestada e mata quem cruzar o seu caminho.
Na literatura científica e popular também encontramos o cavalo do cão e dá até para imaginar a besta fera cavalgando com seu cavalo alado e flamejante, cuspindo fogo pelas narinas. No nordeste temos uma vespa ou besouro que é totalmente preto e sua ferruada queima como fogo, dai a expressão "cavalo do cão".
Estes mitos são uma mistura dos mito e de representação da imagem apocalíptica das duas bestas que aparecem no último livro da Bíblia Sagrada e anunciam o fim dos tempos. A primeira besta que aparece no sonho do profeta João, tem 7 cabeças e nelas aparecem dez chifres assustadores.
2) O Mito Brasileiro Chegou aos Cinemas
Estamos diante do improvável, do mito e da mitologia e isso cabe muito bem nos filmes de terror, nas super produções cinematográficas. No Brasil, Dark Horse é um filme milionário sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, atualmente presidiário por organização criminosa para um golpe de Estado.
A superprodução é dirigida por Cyrus Nowrasteh, estrelada pelo ator Jim Caviezel (o mesmo de "A Paixão de Cristo") no papel do ex-presidente e um orçamento digno de Hollywood. O longa, com previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026, foca na campanha de 2018 e no atentado à faca sofrido pelo político brasileiro.
O Bolsonaro é mito desde criança, magro, franzino e branquela, logo passou a ser chamado de "Palmito" e alguns abreviaram para mito. Quando jovem serviu ao exército brasileiro em plena ditadura militar e lá era conhecido por "bunda suja". Não fica claro o apelido, mas provavelmente Pal"mito" se "borrava" todo com os treinamentos duros do exército.
Nas forças armadas ele mesmo diz, que aprendeu a matar gente e com o tempo se envolveu com um plano de atentado contra as instalações do próprio exército. Foi preso e seus planos, com alguns comparsas, era explodir o quartel, com mapas, explosivos e tudo mais. Foi preso, processado e expulso do exército como Capitão.
Algunas fontes falam que se envolveu com garimpo ilegal, mas com certeza, no Rio de Janeiro, se envolveu com a política de extrema direita, milicianos e corrupção, pois muito rapidamente ascendeu de vereador para Deputado Federal. Em quase 30 anos foi político eleito e reeleito sem dificuldades. Sempre esteve no mundo obscuro do congresso nacional (baixo clero), sempre atrelado ao centrão e a extrema direita. Sem projetos, mas com espaço midiático, fazia discursos inflamados e polêmicos.
Defendia abertamente a volta da ditadura militar, fazia apologia aos torturadores da ditadura, criticava os movimentos sociais, esculhambava com jornalistas e se fosse mulher ele humilhava. Chegou a dizer que se um dia fosse eleito presidente da República, daria golpe de Estado no outro dia e começaria fazendo o que os militares não fizeram, mataria logo uns 30 mil.
Sempre fazia um discurso antisistema, dizendo que em Brasília só tinha corruptos, sempre atacava os direitos sociais, os programas sociais e quase sempre se declarava anticomunista, mas nos bastidores, vivia de trocas de favores, típicos dos políticos do Centrão. Assim foi colocando toda a família em cargos públicos, em gabinetes e elegendo os filhos como ele próprio era eleito.
Um dia declarou que usava o dinheiro dos penduricalhos de deputado para "comer gente", esculhambava com a turma Lagbt, mandava nordestino comer capim e chamava todos de burros: "pobre, título de eleitor no bolso e diploma de burro na mão".
Sempre dava entrevistas polêmicas, antidemocráticas mas que agradavam, principalmente os militares e os conservadores que queriam a volta dos militares ao poder. Então, dos porões da ditadura, assim surge o mito do Capitão Jair, o polêmico político da extrema direita que salvaria o Brasil do PT comunista e dos esquerdistas do MST e da corrupção sistêmica.
"O mito chegou", os pastores trambiqueiros trataram de ungi o escolhido, o novo salvador, aquele que iria defender Deus e a família acima de tudo. O centrão, a extrema direita, os empresários e a grande mídia, finalmente, encontraram um novo Collor, uma nova oportunidade de afastar Lula, Dilma e os movimentos sociais do poder político central.
Na atualidade o grande cavalo de Tróia são as bigtecs, o ciberespaço, as redes digitais, grandes plataformas e todos os tipos de fakes, narrativas ideológicas distorcidas e editorias a serviço das elites dominantes. Os políticos de extrema direita, financiados e livres para postar todas as mentiras possíveis, lideram e controlam em Trojan virtual e midiático.
Assim eles constroem mitos e destroem reputações. A construção, desconstrução e reconstrução dos mitos bolsonsristas, como cebolas, são recheados de camadas, desde um Collor, caçador de Marajá, ao Fernando Henrique Cardoso, que de intelectual orgânico se transformou no príncipe do neoliberalismo a brasileira, até chegarmos em golpistas como Aécio Neves, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
O resto da história vocês já conhecem e o longa-metragem irá contar a história de dark horse, o mito brasileiro e todos os bastidores subterrâneo de como foi difícil, um político miúdo, obscuro e obtuso, surgir do caos e se tornar o presidente dos idiotas.
Essa coisa de que os idiotas irão dominar o mundo, chegará aos cinemas em breve. O problema foi o levantamento de recursos e os organizadores estão envolvidos em grande escândalo de corrupção e desvio de dinheiro público de ordem de mais de 234 milhões de reais.
Só a Prefeitura de São Paulo, entrou com cerca de 100 milhões de reais e denúncias do Intercept Brasil, apuraram que o Banco Master (falido) de Daniel Vorcaro, entrou com cerca de 134 milhões, através do Senador Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do ex-presidente e atual pré-candidato a presidente pelo PL, que na véspera da prisão de Vorcaro lhe cobrou 64 milhões da parcela do filme.
Atualmente não se sabe como foram envolvidos tantos milhões de reais em um único filme? Para agravar a situação, a produção do filme informou que não recebeu os recursos denunciados e a mitologia está completamente comprometida por forças corruptas, obscuras e nefastas.
3) O Mito Master Vorcaro
Sobre o mito de um tamborete que virou o Banco Master. Juro que não entendi, como, em um mundo extremamente competitivo, de um mercado financeiro perverso e sanguinário, como um pequeno empresário mineiro, se transformou em um influente banqueiro brasileiro?
Mas já comecei a juntar os fios de Ariadne para entrar na caverna do Minotauro. Essa semana vi em Campina Grande/PB, o seguinte adesivo: "Se Flávio falou tá falado!" Uma foto de Flávio e Bolsonaro juntinhos. No outro canto do parabrisa do carro popular, outro adesivo com a frase: "Deus é Fiel!" Então quer dizer que Flávio fala e pronto, está tudo resolvido?
Aí essa semana, o Intercept Brasil revelou o áudio de Flávio conversando com o dono do Banco Master, lhe cobrando 134 milhões, dos quais foi confirmado o repasse de 61 milhões para a produção cinematográfica da vida do seu pai, que atualmente cumpre prisão de 27 anos.
A fala de Flávio para Vorcaro foi sobre milhões. O banqueiro Daniel Vorcaro tinha um tamborete em Minas Gerais e como em um passe de mágica, entre 2017/2020, conseguiu transformar em um Banco Bilionário, com operações internacionais e grande influência entre pastores e políticos da extrema direita, como os aliados da família Bolsonaro.
Ou seja, de um agente imobiliário que negociava terrenos dos outros na periferia de Belo Horizonte (MG), milagrosamente, conseguiu atrair grandes investimentos, em especial de governadores corruptos, com o uso de grana da previdência pública e de Bancos de Estados como o BRB, ou banco público de Brasília/DF, além de repasses de aposentados INSS, através de comparsas que atuavam no governo do ex-presidente.
É incrível como o Sistema Financeiro parece um caldeirão das bruxas, um laboratório de alquimia, onde basta misturar minerais simples e tudo se transforma em ouro. O incrível é que esse Banco Master do Daniel Vorcaro, parece com uma espécie de lavanderia de dinheiro público oriundo de corrupção?
Assim como o dinheiro chegava e entrava nos cofres do Master, saia. Mesada de 500 mil mês para o Senador Ciro Nogueira, o presidente do Partido Progressista (PP), base do Centrão do Bolsonaro; 3 milhões para a campanha de Bolsonaro (PL), 2 milhões para a campanha do governador Tarcísio (Republicanos) e agora, 61 milhões para Flávio Bolsonaro, fazer o filme do pai.
Recentemente o líder do PL, Pastor Sóstenes Cavalcante, estava com 430 mil reais em sacos pretos no seu apartamento. Ciro Nogueira foi encontrado com 27 mil dólares em casa. Hugo Motta (RP) e Ciro Nogueira (PP) entraram no Brasil, vindos de um paraíso fiscal, com bagagens, sem fiscalização.
Realmente é no mínimo estranho, muita grana, muito dinheiro vivo, circulando entre os políticos da extrema direita (centrão). Eles gritam e batem no peito que combatem a corrupção, que são honestos e éticos, mas a coisa está ficando feia para essa "galera do bem".
No Brasil a extrema direita tem passe livre, a grande mídia passa pano, encobre, esconde e nem sempre revela o que de fato está acontecendo. O banco do Vorcaro voltou a ser um tamborete que sempre foi. Resta saber quem vai pagar essa conta?
Os Bancos das Igrejas estão todos caladinhos, ninguém mais escuta falar no Clava Forte, os Bancos digitais e fintechs estão de bico calado, a lavagem de dinheiro do crime organizado e da Faria Lima, saiu das páginas de jornais e dos portais. Flávio, Eduardo, Carlos e Renan Bolsonaro tinham que entrar no filme, então tomavam conta da grana toda e faziam o desmantelo aqui e nos EUA.
Uma coisa é certa, teremos que aguentar até 11 de setembro, para sabermos se o longa-metragem de Bolsonaro é uma biografia Máster de ficção, facção, fackada ou lavagem de dinheiro com detergente e as mitológicas bacterianas resistentes a antibióticos?
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