
1. A Colher
Fragmento Poético
Colher de pau, gasta,
curva perfeita ao contorno da mão.
Mexeu tantos caldos, adoçou tantos chás,
que guarda o gosto do tempo,
o sal das lágrimas, o mel das risadas.
É a memória do gesto,
do alimento que nutre,
do afeto que se serve.
**Pequeno Ensaio
Uma colher, mais do que um utensílio, é um prolongamento da mão que alimenta. Suas ranhuras contam histórias de refeições compartilhadas, de paciência no fogo brando, de um cuidado que se manifesta no ato de nutrir. Ela carrega a essência de quem a usou, um elo tátil com a ancestralidade e o calor do lar.
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