
O sol de Macapá não pede licença,
Ele explode no peito como um vulcão de luz.
Acordo com o peso dessa terra nas mãos,
Onde o Amazonas se faz mar e o mundo se divide.
Não há rima que prenda a força desse chão,
Nem métrica que limite o calor que nos molda.
A Fortaleza é pedra, silêncio e vigília,
Testemunha de quem parte levando o rio no sangue.
Bom dia à cidade que não se curva,
Ao vento que sopra o destino sobre as águas.
A distância é apenas um hiato, um fôlego curto,
Pois minha raiz está enterrada neste Marco Zero.
Sigo agora, mas a alma permanece em guarda.
Escutem bem o que o silêncio anuncia:
Eu volto já, Macapá!
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