
Durante muito tempo, assistimos a um teatro de conveniência. Como bem pontuou Marcos Coimbra, havia quem insistia em fingir: fingia que não conhecia as práticas de Flávio Bolsonaro, fingia ignorar o peso do sobrenome e fazia vista grossa para tudo o que ele plantou nos bastidores da política. Era o voto da "cegueira deliberada".
Mas o tempo da ingenuidade fingida acabou. A cortina desse espetáculo de aparências foi rasgada pelos fatos:
O áudio com Vorcaro: A prova explícita das conexões e dos acordos costurados na sombra.
A viagem a Washington: As agendas mal explicadas que tentam buscar validação fora do país.
As ligações com a milícia: O elo perigoso que deixou de ser suspeita para se tornar uma exposição pública inevitável.
Não existe mais o benefício da dúvida. Quem fingia não saber, agora escolhe cumplicidade. O financiamento de Vorcaro à engrenagem dos Bolsonaros está escancarado. A pergunta que fica, ecoando em cada canto do país, é direta e legítima:
Cadê o dinheiro, Flávio?
A farsa ruiu. A verdade está exposta e, contra os fatos, não há narrativa que resista.
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