
Soneto
Teus pés, raízes que a terra beija e molda,
Esculturas vivas de um caminho andado,
Cada linha, um mapa de histórias contadas,
Na dança silenciosa do teu corpo que desdobra.
Eles carregam o peso de um universo inteiro,
A leveza de um sonho, a força de um rio,
Em cada passo, um eco, um desejo, um arrepio,
Onde o tempo se curva, um instante verdadeiro.
E aos meus pés, a distância se faz ponte e abismo,
Um convite mudo a seguir teu rastro, teu calor,
Na promessa de um toque, de um eterno fulgor.
Em ti, mulher, a paisagem se revela, um lirismo
Que me prende e me solta, em cada curva, em cada olhar,
E em teus pés, o mundo inteiro a se encontrar.
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