"Todo tempo que houver para mim é pouco" para afirmar que o meu Brasil se chama Brasil caboclo; Brasil indígena.
E se um dia me faltar a comunhão, vou-me aventurar na reza, vou rezar uma novena para o meu Padrinho Frei Damião.
Num belo dia, vou botar uma roupa nova, vou pegar a minha viola e sair para cantar; cantar um xote, um maxixe assanhado. Vou enviar um recado para o povo de Bodocó.
Lá no Exu, vou fazer um arrasta-pé e convidar a Zabé para rodar na sua saia. De repente, vou sair na madrugada, botar o pé na estrada sem ninguém se aperceber.
Vou com a Zabé para as bandas de Cabrobó, vou passar em Bodocó e chegar até Sergipe. De lá, eu vou ao Crato e ao Juazeiro me confessar no terreiro do meu Padrinho, Padre Cícero.
Caldas
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