Gerson Brito
Gerson Brito
Gerson Brito

O ROTEIRO CLÁSSICO DA ACME CORPORATION, TARIFLÁVIO O COIOTE BRASILEIRO


Por: | 12/06/2026


  ​O Plano Genial: Flávio Bolsonaro surge com um quadro-negro cheio de equações mirabolantes, linhas pontilhadas e uma pose de enxadrista 4D.

​O Equipamento: Ele encomenda o último grito em tecnologia de guerrilha digital ou jurídica — seja uma tentativa frustrada de barrar pesquisas eleitorais na Justiça ou uma estratégia "infalível" de marketing político.

​A Execução: Ele veste o traje, calça os patins a jato, mira no adversário e aperta o detonador com um sorriso confiante no rosto.

​O Resultado?

​BOOM! 

      ​A fumaça preta se dissipa e lá está o nosso intrépido estrategista: chamuscado, com os olhos piscando e segurando uma plaquinha escrita "Ops".

​Uma Coleção de Penhascos

​Não importa o terreno, a gravidade da política sempre cobra o seu preço para o "Coiote do Planalto":

​Nas Pesquisas: Tenta interditar os números para sufocar o crescimento do adversário. O tiro sai pela culatra, o tribunal nega, e o resultado ganha ainda mais holofote.

​Na Diplomacia de Clipe de Papel: Tenta posar de articulador internacional, mas acaba isolado, falando para as paredes ou gerando crises diplomáticas desnecessárias que a própria oposição usa como combustível.

     ​Nas Narrativas: Tenta cavar uma armadilha retórica para o governo. Desenha o buraco perfeitamente no chão, cobre com folhas e fica rindo atrás da moita. No fim, quem passa correndo em linha reta é o Lula — sem nem notar o perigo —, e quem acaba caindo no próprio poço é o próprio Flávio Bolsonaro. O adversário não precisa nem se esforçar; ele apenas acena e agradece pelo palanque gratuito.

​"A velocidade com que os planos de Flávio dão errado desafia as próprias leis da física política."

​  É uma obsessão quase poética. Ele mira obsessivamente no Papa-Léguas, corre até a beirada do penhasco, a gravidade espera ele olhar para baixo e perceber que está pisando no vazio... e lá vai ele dynamicamente em direção ao chão.

​Enquanto ele limpa a poeira da última explosão e já abre o catálogo da ACME para encomendar o próximo foguete, o resto do Brasil só consegue ouvir o eco distante no horizonte:

​Bip, bip! 



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