João Gomes
João Gomes
João Gomes

CUBA, IRÃO, VENEZUELA, MÉXICO E OUTROS


Por: | 20/06/2026


    Os "inimigos" do Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu - para quem anda distraído - está dominado pela agenda da direita e da extrema direita - com, aliás, se verifica pelos projetos que são aprovados e pela escolha dos dirigentes "de topo" que fazem numa espécie de "conciliação" entre o centro, o centro direita e a extrema direita.

Basta agrupá-los em "grupos" para perceber o que a UE "tem" a defendê-la em números redondos (740 deputados):

- Centro: cerca de 266 deputados (36%)

- Centro-direita: cerca de 188 deputados (25%)

- Direita nacional-conservadora/extrema-direita: cerca de 185 deputados (25%)

- Restantes: cerca de 101 deputados (14%)

 Aliás, se quisermos "esmiuçar" esses 101 restantes não se pense que são "de esquerda". Essa "esquerda" – tem cerca de 46 deputados - Comunistas, ecossocialistas e esquerda radical. Depois os ditos "não Inscritos" (NI) – cerca de 55 deputados - esquerda radical; direita nacionalista; centro e centro-direita; partidos regionais; partidos de causa única e deputados independentes ou sem grupo por razões políticas ou estratégicas.

   Ou seja, muito claramente o PE está dominadíssimo pelo centro direita e pela direita pois, como se percebe, mesmo os deputados dos ditos partidos "social democratas" tem fortes tendências liberais e, portanto, aliam-se constantemente á direita e à extrema direita.

  Ora, esse é o "quadro" que tem gerido a UE desde as últimas eleições, que escolhe a Comissão Europeia e que, numa palavra, faz a gestão das decisões europeias. Por isso, quando se critica o Parlamento Europeu, o seu posicionamento politico, a sua Comissão Politica, António Costa, Úrsula von der Leyen, Kaja Kallas e as questões relacionadas com a falta de sanções á ações de Israel, comparativamente às sanções à Rússia, sobre a imigração, sobre o racismo (ainda recentemente essa maioria aprovou leis e normas absolutamente fascistas acerca dos imigrantes) percebe-se que a "agenda" do PE não é apenas contrária ao "espirito" de união e solidariedade que os seus estatutos preveem, desde o Tratado de Maastricht e do Tratado de Lisboa pois, em termos sintéticos, o projeto europeu atual assenta em quatro pilares relevantes:

- Livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais;

- Solidariedade entre os Estados-Membros;

- Proteção dos direitos fundamentais e da não discriminação;

- Cooperação comum na gestão da imigração e do asilo, baseada na partilha de responsabilidades.

  E dir-se-á: "Mas foi o resultados das eleições para o PE que deu este resultado". E é óbvia que essa é a verdade. Uma verdade que deveria fazer repensar todos os cidadãos que criticam a forma como a UE é conduzida, as reclamações que fazem á falta de soluções, etc. e que resultam, claramente, das suas escolhas politicas nacionais nos dias do voto.

   Esta questão sobre Cuba está muito interligada a isso: Cuba, Venezuela, Irão, México, Brasil, China, Rússia, etc, para a maioria dos deputados do PE são inimigos - não são nações com quem se queira ter relações.



Todos os campos são obrigatórios - O e-mail não será exibido em seu comentário