José Luiz Barbosa de Oliveira
José Luiz Barbosa de Oliveira
José Luiz Barbosa de Oliveira

VAMOS PROTEGER A DEMOCRACIA!


Por: | 26/06/2026


    Os tempos são difíceis. As pessoas parecem ignorar a importância do regime democrático para a vida e a liberdade dos povos! O parco conhecimento da história e o já um tanto distante período de arbítrio por que passamos, talvez explique o pouco caso da população para com a democracia e essa aparente predisposição em apostar em candidaturas de gente sem nenhum compromisso com o estado democrático. Outro dia, trabalhava com meus alunos o tópico "A justificativa do poder", a qual enseja muitas derivações, e nos pusemos a rever a Revolução Francesa. Então, os fiz lembrar como era o mundo antes dessa revolução, e as mudanças que o Ocidente experimentou a partir dela. De como as liberdades civis só se tornaram fato com as repúblicas democráticas que vieram no rastro da revolução. Se nos ativermos à América Latina, hoje somente Brasil, México e Uruguai se mantêm sob o regime democrático. E creio que dois gigantes como México e Brasil são suficientes para garantir sua permanência. Contudo, para que tal aconteça, temos que arregaçar as mangas e ir à luta. É preciso fazer entender ao eleitor desatento, que ele só tem a perder se não escolher direito em quem votar! Fazê-lo entender que não se trata de teimosia, de pirraça ideológica, mas de senso de responsabilidade o que nos traz a tratar dessa questão. Nossa opção, hoje, fica entre a esquerda progressista (composta por agremiações como PT, PSB, PCdoB, PSol e Rede) e o conservadorismo de direita/centrão, composto pelas demais siglas, sendo PL, PP, Novo, PSDB, PSD e União Brasil as piores. Se a escolha do eleitor recair nesse segundo grupo, estaremos no caminho de volta para o totalitarismo pré-Revolução Francesa. Estaremos a abrir mão das conquistas obtidas com muito esforço, que nos garantem, até agora, algum estado de bem-estar social. Estado esse que está sempre na mira dos economistas neoliberais e de políticos que os apoiam, sempre em defesa do grande capital, que pare todo ano uma dezena de novos bilionários e ameaçam devolver multidões para a condição de miséria. 2026 é ano eleitoral. Outubro é decisivo para o nosso futuro. Ou continuamos na trilha luminosa da democracia, ou engatamos uma marcha-ré para os tempos obscuros do totalitarismo.

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