Inquisição
Habita em mim um frio triste e apático que me incendeia como um fogo ardente e doloroso, movendo-me a repulsas em relação aos bruxos e bruxas da santa inquisição. Ainda sinto receio pelas vestes manchadas das impurezas dos celibatos medievais. Falsas profecias unidas ao cinismo de hábitos de antigos e monstruosos mosteiros e castelos de ordens religiosas rígidas. Quantas foram as vítimas desamparadas crucificadas e queimadas nas fogueiras da inquisição? Quantas?
Há substanciais análises de renomados literatos que o processo da historicidade se argumenta mediante as ocorrências dos acontecimentos. Os fatos dialogam intrinsecamente com as subjetividades humanas. Assim, a história vai recompondo e retroalimentando as partituras dos acontecimentos.
Em tempos remotos, vivemos os horrores do holocausto, a queda do muro de Berlim, os bombardeios dos EUA a Hiroshima, Nagasaki, a explosão da Usina Nuclear de Chernobyl, etc. Hoje, assistimos à guerra envolvendo Irã, EUA, Israel, com impactos regionais e globais significativos, Ucrânia e Rússia, guerras religiosas, ideológicas, políticas, a utilização do ódio como instrumento de defesa, o anticulturalismo, racismo estrutural. E, por fim, o gigante do Norte (Trump), querendo ter o controle absoluto da humanidade. Digo, pois, que os bruxos hegemônicos estão dentro dos tabuleiros políticos e nos templos religiosos. Eles passam por crentes e fiéis aos princípios cristãos, mas exercem práticas antidemocráticas.
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Por Caldas
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