
AS LÁGRIMAS DA ALICE E OS SOLUÇOS DO CAPITÃO
Vendo a apelação chorosa, enfadonha, diária e sem fundamentos razoáveis dos filhos do Bolsonaro contra a prisão do pai, lembrei novamente da Alice, a do País das Maravilhas.
Alice chorou tanto que ficou a ponto de afogar-se nas próprias lágrimas.
E Jair Bolsonaro, de tanto soluçar, pode morrer a qualquer momento.
Para entender melhor a história da Alice e o dramalhão do clã Bolsonaro, sem recorrer diretamente ao clássico do Lewis Carrol, sugiro uma crônica do mineiro Paulo Mendes Campos, intitulada “Para Maria da Graça”.
Uns trechos:
“As vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá.”
"A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado."
“Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas.”
“A própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor.”
Enfim, de tanto se lamuriar de forma vergonhosa por conta de uma injustiça que não existe, Bolsonaro e filhos tendem a se afogar nos próprios soluços.
Eles parecem não entender que não podem ultrapassar as fronteiras de suas próprias dores, fantasias e delírios.
Eles não têm medida para as próprias mentiras que inventam.
Alice soube entender isso antes.
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