
Ter encerrado há mais de dois anos um ciclo com um ex amigo abusador psicológico metido a xamã foi um ato de autoamor e instinto de sobrevivência. Eu corri riscos. Ser mendiga emocional de uma suposta fraternidade com alguém que vivia constrangido com algumas estereotipias discretas que tenho e a tal "carinha de doida dramática" foi tão degradante quanto a experiência de dormir na sarjeta com meu parceiro de vida. A gente não fez nada pra merecer isso. Ninguém tá na rua porque quer e limei amigas que me apontaram como usuária até de coisa que não sei o nome. Sou louca por coca-zero, mas é um luxo que não pode ser rotina. Antes da pandemia era. Enfim. Hoje não aceito menos que respeito. Gostar é optativo, respeitar não. Eu mereço comemorar esse fenômeno. É libertador não querer ser aceita. Basta-me o essencial. 30 ml da mais refinada dignidade, longe da fogueira das vaidades. Meus olhos sensíveis ardem. Virei Caracol que produz de dentro pra fora. Precioso é o tempo. Falar cura. De preferência, com psicóloga formada, qualificada, com crp, enfim. Fé, Axé é uma parada. Terapia é outra. Não competem nem se excluem.
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