QUEM PENSA EM VOLTAR NO ZERO-UM/ Por José Luiz Barbosa de Oliveira

QUEM PENSA EM VOLTAR NO ZERO-UM/ Por José Luiz Barbosa de Oliveira
20/04/2026

    Sou classe média. Não sou eu quem diz, mas o IBGE, com base nas minhas informações de renda e patrimônio. Sou servidor público no Estado e no Município, aqui em Manaus; possuo convênio médico institucional, mas volta e meia me vejo recorrendo ao SUS, devido à demora de agendamentos no convênio, às restrições de serviços e ao não fornecimento de nenhum medicamento. Desde o dia 26 de março, venho sendo atendido em serviços de urgência no SUS, onde obtenho as consultas, exames laboratoriais e de imagem, atendimento clínico e ambulatorial, além de doses medicamentosas de ataque, no próprio local, e saio com o receituário médico e a indicação de onde obtê-los na rede SUS.

     E O QUE TEM A VER O ZERO UM? Tem que a extinção do SUS é um dos principais projetos da extrema direita neoliberal e fascista, da qual o partido de Flávio Bolsonaro, o PL, é o principal agente entre nós. A extinção do SUS significa o fim do maior serviço público de atendimento à saúde no mundo inteiro! Significa que os menos aquinhoados economicamente não poderão mais recorrer às farmácias do SUS, nem à rede de farmácias populares conveniadas! Nem aos atendimentos de urgência, laboratórios, ambulatórios, internações etc. Mas, sobretudo, não terão mais acesso a transplantes de órgãos que, entregues à iniciativa privada, só atenderão a quem possa pagar. E aí o cara precisa ser rico! Nem classe média poderia bancar os custos de um transplante e seu monitoramento, que às vezes é para a vida toda! Esse é só um primeiro alerta. Tem muito mais coisas ruins para acontecerem se o PL voltar à presidência.


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