
Quantos projéteis ainda restam
para acertar nossa testa
nossa fome indigesta
indigência prenha?
Quantas mulheres ainda faltam
com cabeças destroçadas
corpos rendados de balas
silenciadas pra sempre?
Quantos negros sobraram
das antigas senzalas?
Dos cafezais, capatazes
ainda matam rapazes!
Quantos motoristas ficaram
após inúmeros disparos?
Seus filhos, também crivados
nós todos, aparvalhados!
Quantos civis serão alvos
de violentos fardados?
Nas mãos a morte a cavalo
até o ultimo disparo!
Será que grito ou calo
nessa terra de ninguém?
Oh Deus! Cubra-nos de bênçãos
antes que os monstros vençam!
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