
Para quem é de esquerda no Brasil, a esperança nunca foi um sentimento ingênuo; ela sempre foi um ato de coragem. Quem olha para o cenário de hoje e sente o peso da pressão precisa, antes de tudo, olhar para o retrovisor da história. Nós não caímos aqui de paraquedas.
A Memória como Escudo
Nossa trajetória é feita de travessias no deserto. Batemos na trave em 1989, 1994 e 1998. Sofremos com as tentativas de asfixia em cada crise, do mensalão à Lava Jato. Assistimos ao golpe contra a presidenta Dilma e enfrentamos a dor de ver o maior líder popular deste país ser levado injustamente à prisão.
Atravessamos quatro anos de um governo que flertou com a morte e o autoritarismo, enquanto uma pandemia devastava nossas famílias. Se sobrevivemos a tudo isso, não é agora que vamos recuar.
A Sabedoria de Lula e a Unidade do Campo
Ter Lula na presidência hoje não é apenas uma vitória eleitoral; é um milagre da democracia e da persistência. Ele é a prova viva de que a roda da história gira, mas ela só gira se a gente colocar o ombro nela.
O Congresso atual: Sim, enfrentamos uma correlação de forças hostil.
A Sabotagem: Sim, existem setores que preferem ver o país sangrar a ver o povo subir um degrau na escala social.
O Pânico: É o que eles querem. O desespero do campo progressista é o combustível da extrema-direita.
Por que não é o fim do mundo?
Porque nós já estivemos no fundo do poço e soubemos construir a escada. O governo Lula 3 é um governo de reconstrução sobre escombros. Reconstruir leva tempo, exige paciência estratégica e, acima de tudo, unidade.
Ser de esquerda no Brasil é saber que a calmaria é exceção e a luta é a regra.
Não podemos tratar as dificuldades de hoje como um apocalipse. Elas são o teste da nossa maturidade política. Confiar em Lula é confiar na trajetória de quem já provou que sabe negociar sem vender a alma e que sabe governar olhando para quem mais precisa.
Mantenham a cabeça fria e o coração quente. O Brasil é um projeto em disputa e nós não temos o direito de desistir dele. A HISTÓRIA É LONGA, E NÓS ESTAMOS — COMO SEMPRE ESTIVEMOS — DO LADO CERTO DELA.
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