O VEREDITO VEM DAS RUAS/ Por Gerson Brito

O VEREDITO VEM DAS RUAS/ Por Gerson Brito
02/05/2026


​    Podem ocupar as cadeiras aveludadas, podem costurar os acordos de gabinete sob a luz de lustres caros e podem até acreditar que o destino do país se decide em um aperto de mãos entre cúpulas. Mas eu aviso: o papel aceita tudo, o povo não.

   ​Existe uma ilusão de ótica nos palácios. Vocês olham para as paredes reconstruídas e acham que a política voltou a ser um jogo de cartas marcadas entre a direita e o centro, um banquete onde o povo é apenas o tema do cardápio, mas nunca o convidado. Parabéns pela encenação. Parabéns por mostrarem, com toda a clareza, que a prioridade de vocês é a sobrevivência do próprio privilégio e não o prato de comida de quem está lá fora.

​A Diferença entre Acordo e Vontade

   ​O Acordo: É feito por cima, entre quatro paredes, ignorando o sentimento das ruas.

​A Vontade: É o que ferve no coração de quem trabalha e está cansado de ser moeda de troca.

​Vocês subestimam a memória de quem vota. Acham que o silêncio da maioria é consentimento, mas é apenas a calmaria antes do voto. Em outubro, a conta chega. E ela não será paga com emendas ou cargos, mas com a soberania de um povo que não aceita mais ser governado por "acordões" que ignoram a realidade brasileira.

     ​A caneta pode estar na mão de vocês hoje, mas o poder de decisão nunca saiu das mãos do povo. E o povo, senhoras e senhores, não fez acordo nenhum com essa política de bastidores.




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