
Apesar dos recentes ataques de drones ucranianos que atingiram a zona portuária de São Petersburgo - lembrando, mais uma vez, que a economia e a guerra caminham hoje perigosamente lado a lado - a conferência internacional que decorre na cidade iniciou-se com normalidade. Sob um clima inevitavelmente marcado pela tensão geopolítica, os trabalhos arrancaram com estabilidade institucional.
O encontro em causa insere-se no âmbito do World Economic Forum. A abertura reune representantes do Estado russo, altos responsáveis governamentais, dirigentes de grandes empresas nacionais e delegações estrangeiras provenientes, em particular, de países asiáticos, do Médio Oriente e de algumas economias emergentes. A presença ocidental, mais reduzida do que em décadas anteriores, contrasta com a crescente visibilidade de novos parceiros estratégicos fora do eixo euro-atlântico.
Os objetivos do fórum são claros: reafirmar a capacidade da economia russa num ambiente de sanções, atrair investimento estrangeiro alternativo ao Ocidente, reforçar ligações comerciais com o espaço BRICS e consolidar uma continuidade económica apesar da pressão externa. São Petersburgo torna-se hoje um símbolo dessa nova era internacional: uma era em que os fóruns económicos já não são apenas sobre mercados e crescimento, mas também sobre poder, resistência e conflito.
Putin participará na cerimónia de abertura.
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