
“Onde estão todos?”
4 minutos de leitura14.10.2025 20:40
Um vídeo que mostra terroristas do Hamas executando oito palestinos em uma praça no bairro de Al Sabra, no oeste da Faixa de Gaza, foi divulgado no X pelo perfil Gaza Report, que monitora relatos locais e publicações de moradores e membros de grupos armadas.
Segundo o Report, “o Hamas continua seus esforços para restaurar o controle sobre a Faixa de Gaza”.
“Nas últimas horas, a unidade Saham da organização realizou mais uma execução pública de membros do clã Doghmush, após vários dias de confrontos entre as partes. Em um comunicado divulgado pela unidade, foi anunciado que novas execuções são esperadas para amanhã na região central de Gaza. Vários clãs começaram a se organizar para ações contra as ações do Hamas”, diz o perfil.
O major Rafael Rozenszajn, das FDI, afirmou que as execuções ocorreram logo após o recuo das tropas israelenses, em razão do acordo de paz; e questionou por que os ativistas que diziam defender palestinos estão calados agora.
“Um vídeo divulgado hoje em Gaza mostra o Hamas executando palestinos. Desde o recuo das forças israelenses, dezenas de civis foram assassinados pelo Hamas em Gaza.
Onde estão todos que exigiam a saída de Israel de Gaza pelo bem do povo palestino? Será que a preocupação era realmente com o povo palestino – ou apenas com a rejeição a Israel?”, escreveu Rozenszajn no Instagram.
Ele já havia publicado dois outros vídeos de crueldades do Hamas contra palestinos em Gaza, incluindo disparos e torturas.
Propagandistas do Hamas como grupo de “resistência” acabaram confirmando a carnificina, ao tentar legitimar a conduta dos terroristas. Um deles, Motasem A Dalloul, que se diz “jornalista” em Gaza e já enviou relatos a veículos estrangeiros e até brasileiros, publicou as seguintes narrativas no X:
“Os serviços de segurança em Gaza executam publicamente os colaboradores de Israel, que foram recrutados e usados pelos militares israelenses para:
A postagem viralizou justamente em razão da enxurradas de críticas.
“Então, execuções extrajudiciais de palestinos agora parecem aceitáveis, já que não é Israel quem é acusado de fazer isso”, comentou Salo Aizenberg, autor independente ligado à organização Honest Reporting, que expõe o viés anti-Israel da imprensa.
“Adoro como vocês pulam essa coisa chata de julgamento e simplesmente arrastam as pessoas para a rua e as executam sob acusações vagas de colaboração. Uma sociedade realmente linda”, ironizou o israelense Uri Kurlianchik.
“Posso ler a transcrição do julgamento?”, ironizou também o britânico Tim Briggs.
A unidade Saham do Hamas já havia executado três homens, em 21 de setembro, no oeste da Cidade de Gaza, perto do Hospital Shifa, acusando-os de colaborar com Israel e de serem ligados ao clã de Yasser Abu Shabab.
“Eles foram baleados à queima-roupa enquanto uma multidão observava. Em seguida, seus corpos foram abandonados na rua com cartazes dizendo: ‘A todos os mercenários da ocupação — é hora de cortar suas cabeças’.
Esses assassinatos não foram ocultados — foram filmados. Ao contrário de muitos vídeos de espancamentos ou tiros nos membros, execuções como essa são intencionais. São atos calculados, concebidos para incutir medo e reprimir a dissidência na população”, explicou o Gaza Report, que também divulgou o vídeo.
A conta depois detalhou os conflitos de 3 de outubro como uma tentativa da unidade Saham do Hamas de retaliar o poderoso clã Al-Mujaida, que, no entanto, fez “um contra-ataque feroz, matando entre 11 e 22 membros da unidade Sahem. Alguns relatos afirmam que a família jogou os corpos dos combatentes do Hamas em lixeiras públicas” e que “cinco membros do Hamas foram capturados vivos”.
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