FMI confirma: Bolsa Família não tira ninguém do trabalho; falta de creche, sim

FMI confirma: Bolsa Família não tira ninguém do trabalho; falta de creche, sim
15/02/2026

Relatório internacional desmonta preconceito contra beneficiários e aponta que inclusão da mulher no mercado aumentaria o PIB do Brasil

Por: Priscilla Mazenotti – repórter da Rádio NacionalPublicado: 14/02/2026 - às 21h07| 2 min de leitura

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O programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho - (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos.

Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família.

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens.

O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual.

E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.

São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho.

Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho. A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.

Da Agência Brasil


FONTE: Revista Fórum (revistaforum.com.br)

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