A barbárie alucinada de mais um episódio de esfaqueamento é um subproduto cruel e impiedoso da falência de um Estado comandado por governantes apáticos e covardes. Brendan O'Neill, da Spiked, para a Oeste:
Já podemos expressar nossa absoluta revolta? Foi o que milhões de nós sentimos ao assistir às imagens do bárbaro ataque ocorrido em Belfast na última segunda-feira, 8. Por mais que a “polícia do pensamento” do primeiro-ministro Keir Starmer — que morre de medo do povo — desaprove nossa indignação, essa é a emoção que fervilhou em cada pessoa decente na Grã-Bretanha e na Irlanda ao ver um indivíduo impiedoso desferir uma série de facadas em sua vítima já caída e agonizante. Boa sorte na tentativa de conter o furor do povo diante desse ato de selvageria tão gratuito.
Foi algo verdadeiramente obsceno. Em uma rua mal iluminada no norte de Belfast, desenrolou-se uma espécie de açougue medieval. Um residente local, na casa dos 40 anos, foi impiedosamente imobilizado pelo agressor. Cada golpe de faca foi executado com frieza e crueldade. O monstro mirou no rosto, no pescoço e nas costas do homem. A polícia anunciou esta manhã que a vítima sofreu “ferimentos graves nos olhos”. Teria sido uma tentativa de arrancar seus olhos? No Reino Unido? Em 2026? Alguns chamam de tentativa de decapitação. Seja o que for, agora sabemos que as primeiras notícias da mídia sobre um “incidente com faca” foram de um eufemismo vergonhoso, vestindo uma bestialidade atroz com a roupagem de um crime comum.
Então revelou-se o fato mais contundente sobre essa demonstração de brutalidade impregnada de extremismo político: o suspeito é sudanês. O Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI) procurou divulgar os detalhes rapidamente, percebendo o quanto inflama o povo quando oculta a verdade a respeito da barbárie sob o pretexto de que somos burros e racistas demais para lidar com ela. O suspeito tem cerca de 30 anos, parece ser do Sudão e chegou à Irlanda do Norte com autorização para permanecer no país.
Essas descobertas mudam tudo. Tudo. Sim, apenas o sujeito vil e sanguinário carrega a responsabilidade pelos horrores infligidos àquele homem inocente. No entanto, agora sabemos que essa escória tinha um exército de cúmplices e facilitadores imbecis. Por trás desta abominação, há todo um regime de cumplicidade. Os tecnocratas que fazem vista grossa para o definhamento de nossas fronteiras. O sistema jurídico covarde que se recusa a deportar pessoas que não deveriam estar aqui. A classe ativista, sinalizadora de virtude, que milita pelo direito de cada “requerente de asilo”, porque valoriza muito mais o holofote da própria alegada superioridade moral do que a segurança de homens e mulheres da classe trabalhadora. Nenhum deles empunhou a faca. Mas todos ajudaram a pavimentar o caminho para a presença daquele indivíduo desprezível em Belfast.
Podemos finalmente afirmar que este é um caso de exposição imprudente ao perigo por parte das autoridades? Toda semana surgem relatos de estupros horrendos cometidos por imigrantes ilegais. Mulheres e meninas da classe trabalhadora sofreram abusos repugnantes nas mãos de homens que chegaram em pequenas embarcações, bem debaixo do nariz dos nossos governantes apáticos e covardes. Pessoas foram assassinadas também. Da suposta gangue de estupro liderada por cidadãos afegãos em Norwich ao brutal derramamento de sangue em Belfast — quando nos será permitido dizer que tudo isso é simplesmente o fruto amargo da falência do Estado, o resultado previsível da rejeição ao controle de quem vem para cá e por qual motivo?
As pessoas estão fartas de pagar o preço de sangue cobrado pela virtude burguesa. É isso que as comunidades da classe trabalhadora sentem cada vez mais: a expectativa de que elas aceitem passivamente o risco de deixar entrar dezenas de milhares de homens sem qualquer checagem, enquanto a elite emana o brilho da retidão que advém do brado: “Refugiados são bem-vindos”. A classe ativista, em seus subúrbios arborizados, está protegida das consequências sociais de seu teatro moral. São os cidadãos comuns que sofrem o impacto. Jovens trabalhadoras que, de repente, se deparam com 800 homens, vindos de sabe-se lá onde, instalados num hotel próximo. Mulheres como Rhiannon Whyte, assassinada por um “requerente de asilo” sudanês residente no mesmo hotel de imigrantes onde ela trabalhava. Este “pobre homem” em Belfast. Parece que o sofrimento das reais vítimas é um preço pequeno a pagar pela ostentação moral de nossos governantes.
É por isso que as pessoas estão enfurecidas. Não porque sejam racistas. Não porque queiram ver todos os não-brancos expulsos do Reino Unido. Esse classicismo amargo e difamatório não cola mais. É o desprezo patológico do establishment que nos revolta. É o sinal verde que essa covardia institucionalizada dá a certos indivíduos perversos aqui chegados. A imagem do suspeito em Belfast parecendo erguer o punho no ar com um prazer assustador enquanto sua vítima, mesmo exaurida, lutava pela vida, ficará gravada na mente das pessoas. A imagem deve tornar-se um marco na vida de nossa nação. Pois encarna de um modo sinistro os horrores tanto da intenção assassina de um indivíduo quanto da indiferença assassina de um Estado.
A polícia bloqueia ruas para conter protestos na Irlanda do Norte depois do ataque A classe política já começou a se preocupar mais com a resposta das massas a este evento apocalíptico do que com o evento em si. Assim como primeiro-ministro lamentou o clamor e a “absoluta revolta” popular pelo assassinato a facadas do jovem Henry Nowak, de 18 anos, em dezembro de 2025, eles buscarão sufocar nossa indignação perante a barbárie em Belfast. Um parlamentar do Partido Social Democrata e Trabalhista da Irlanda do Norte está furioso com os “políticos da direita inglesa” que podem vir a explorar essa atrocidade para “promover seus próprios interesses”. Imagine presenciar uma violência devastadora como essa e pensar: “Droga! E agora, como a população vai reagir?”. A classe política está completamente perdida, sem a mínima chance de salvação.
Poderia ter sido pior. Se não fosse pela intervenção de pessoas que estavam no local — um deles usando um taco de hurling para golpear o agressor enquanto os policiais chegavam — a vítima teria, sem dúvida, sucumbido. O heroísmo desses bons cidadãos merece recompensa. No entanto, não podemos aceitar uma situação em que a única coisa entre a civilização e a barbárie seja um taco de hurling. É necessária uma grande reparação moral. E ela precisa começar já.
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